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Em obras para entrar em operação este ano, atendendo inicialmente o Bairro Canta Galo, o Sistema de esgoto de Rio do Sul vai permitir que o principal município da região do Alto Vale do Itajaí conte com uma infraestrutura fundamental para a saúde pública e a conservação do ambiente.

Entre os equipamentos que integram o sistema está a primeira Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Rio do Sul, que será capaz de tratar cerca de 135 litros de esgoto por segundo e atender mais de 12,6 mil ligações domiciliares, aproximadamente 35 mil moradores, o que representa 50% da população da cidade.

A ETE é uma unidade operacional que por meio de processos físicos, químicos e biológicos remove poluentes, bactérias e vírus do esgoto. Depois de tratado, o efluente final pode retornar à natureza de forma segura, impedindo a proliferação de doenças, a poluição do solo e de recursos hídricos.

Para que o efluente tratado seja devolvido à natureza de forma segura são necessários diversos processos, que aceleram o processo de depuração. Primeiro, ocorre a separação de resíduos sólidos por meio de um sistema de gradeamento. Após essa separação, uma estrutura retém areia e outros resíduos menores. Em nova etapa ocorrem reações no reator anaeróbico, onde microrganismos degradam materiais orgânicos.

O caminho do tratamento ainda contempla passagem por tanque de aeração, decantadores, adensadores de lodo e desidratação, além de desinfecção, para permitir que o líquido livre de poluentes possa voltar à natureza.

O investimento total da infraestrutura de Rio do Sul é superior a R$ 80 milhões, com recursos da própria Casan e Caixa Econômica Federal, prevendo ao todo mais de 150 quilômetros de redes coletoras, seis de emissários terrestres e 14 elevatórias de esgoto.