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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

O domingo (21) deve ter mobilização em Rio do Sul. O Fórum de Entidades do Campo e da Cidade do Alto Vale do Itajaí divulgou que vai aderir a convocação nacional das Centrais Sindicais e está organizando uma carreata para fazer diversas cobranças do Governo Federal. A expectativa é que pessoas de toda a região participem.

A carreata terá saída do parque Harry Hobus a partir das 13h30. Entre os pedidos estão a vacinação contra a covid para toda a população brasileira, a prorrogação do auxílio emergencial no valor de R$60,00 e ainda a saída do presidente Jair Bolsonaro do Governo e de sua equipe.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Têxteis, de Fiação e Tecelagem de Rio do Sul e Região, Zeli da Silva ressalta que o atual governo sempre se posicionou contra a classe trabalhadora e que na pandemia ela tem sido ainda mais penalizada. “Não existe nenhuma política pública e preocupação desse governo em relação a classe trabalhadora. Temos 14 milhões de desempregados, aumentou o número de pessoas que estão passando fome e a situação está cada vez mais difícil e queremos mostrar nossa insatisfação”, comenta.

Segundo ela as centrais sindicais decidiram que o dia 21 de fevereiro seria um dia de luta nacional dos movimentos sociais, sindical e de cidadãos em geral que não estejam contentes com o atual governo e em Rio do Sul as entidades também decidiram se unir e mobilizar a população de todo o Alto Vale em prol de pautas consideradas importantes.

“Entendemos que a vacina precisa ser para todos ou não vamos conseguir acabar com essa pandemia. Temos também outra pauta que é a sinalização do governo de o Auxílio Emergencial ser de apenas R$ 200 o que é inaceitável pois entendemos que uma família não pode sobreviver com esse valor. Só o gás custa R$ 95. Temos quatro itens da cesta básica que subiram quase 100% então manter esses R$600,00 é essencial para dar um pouco mais de dignidade a essas pessoas que estão desempregadas”, esclarece.

Sobre a pauta intitulada de “Fora Bolsonaros” ela afirmou que o entendimento das entidades é de que o presidente precisa deixar o governo, mas não apenas ele. “Entendemos que não adianta tirar apenas ele, tem que tirar toda a equipe de governo que é contra a classe trabalhadora e contra os pobres. Os dados mostram que a desigualdade vem aumentando e defendemos que seja cobrado imposto proporcional para grandes fortunas. O brasil é o único país que todo mundo paga igual e não é justo que os mais pobres sempre paguem a conta”, acrescenta.

Movimento sem aglomeração

As entidades garantem que a carreata não vai causar aglomeração e deve seguir todas as orientações dos órgãos de saúde para evitar a contaminação por covid-19. Para que todos os detalhes em relação a segurança dos participantes fossem pensados uma comissão acabou sendo criada e definiu regras para o movimento e vai fiscalizar o distanciamento. “Não queremos aglomeração, queremos respeitar as regras e orientações, e essa foi a forma que encontramos de dizer que a classe trabalhadora não está satisfeita com as atitudes do governo”, conclui.