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Fotos: Divulgação/ Corpo de Bombeiros Militar de Rio do Sul

Reportagem Helena Marquardt

O cabo Diogo Félix da Silva, do Corpo de Bombeiros Militarde Rio do Sul é um dos catarinenses que integram a força-tarefa do Estado  que se desloca nesta sexta-feira (2) para auxiliar no combate aos incêndios no pantanal, no Mato Grosso do Sul. Lá ele deve atuar operando o caminhão enviado de Santa Catarina.

Num primeiro momento serão bombeiros, integrando a forças-tarefa, com capacitação e equipamentos para o enfrentamento a incêndios florestais. Eles darão apoio pelo período inicial de 10 dias em operação no local e, se necessário, serão substituídos por nova equipe depois deste período.

O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de SC (CBMSC), coronel Ricardo José Steil, que vai coordenar a força-tarefa explica que a equipe vai atuar no Pantanal, especificamente no município de Corumbá. “O Governo do Estado de Santa Catarina recebeu um pedido formal do Governo do Mato Grosso do Sul porque lá está ocorrendo uma estiagem muito severa que está causando incêndios em larga escala com risco muito elevado na região, afetando a população com questões respiratórias, a própria fauna e os biomas importantes do Pantanal como Cerrado e Mata atlântica”.

Ele comenta que apesar de haver uma coordenação integrada para todas as forças de segurança, os catarinenses tem uma autonomia para combater os incêndios, com equipamentos e viaturas para não depender da logística local. “Claro que em virtude das características estamos recebendo um apoio do próprio Corpo de Bombeiros do Mato Grosso, porém temos que ressaltar a capacitação que o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina fez com suas forças-tarefas, algo que foi criado após grande catástrofe com a enchente de 2008 e que garante mais autonomia e agilidade operacional dependendo da situação que se apresenta”, conclui.

Ele falou ainda da expectativa de dificuldades que os bombeiros vão enfrentar pela frente. “Nossa expectativa é que o pessoal trabalhe com toda a segurança porém sabemos a adversidade que será, já que é uma região muito extensa. O cenário que se apresenta é de um mês com muita seca e não há previsão de chuva então teremos muito que enfrentar, mas esperamos que os bombeiros catarinenses possam contribuir e minimizar os impactos dos incêndios” disse.