Esporte
Itamar Schülle começou a trajetória em uma escolinha e atualmente é técnico do Cuiabá Esporte Clube

O rio-sulense Itamar Schülle que atualmente é técnico no Cuiabá Esporte Clube, contou sobre a sua trajetória como técnico e treinador. A equipe está em uma boa fase, e no ano passado foi a única no país, envolvendo série A, B e C, que conseguiu ser campeão estadual invicto.

A carreira como técnico de futebol, iniciou quando encerrou como jogador no time do Havaí. “Quando parei de jogar comecei a trabalhar em uma escolinha de futebol no Ouro Verde, no bairro Bela Aliança”, disse. Começou treinando as crianças depois foi convidado a assumir o time do Juvenil do Atlético Alto Vale, depois outros convites surgiram. “Recebi o convite pra ir para Ibirama, e treinei o Atlético de Ibirama e montei a equipe quando o Atlético de Ibirama voltou, e na sequência recebi um convite do Joinville” comentou Schuler.

“Voltei para o Atlético Alto Vale, foi o primeiro clube profissional que eu trabalhei no Atlético de Rio do Sul”, lembrou.
E assim outros convites surgiram ao decorrer da caminhada. Itamar foi para São Bento do Sul e Jaraguá do Sul, onde treinou o Juventus em quatro temporadas e obteve importantes conquistas. “Fomos campeões, foi meu primeiro título que conquistei como treinador, aí as portas foram se abrindo”, comentou.

Trabalhou também no Criciúma, e também foi para o Rio Grande do Sul a convite do presidente da Federação Gaúcha Francisco Noveletto. “Ele quem me abriu as portas no Rio Grande do Sul, fui trabalhar o futebol gaúcho, trabalhei em várias equipes, como Brasil de Pelotas. Subi com o Brasil de Pelotas na série C, era um acesso muito importante na época na carreira, pra mim, para o clube”, explanou.

Em Novo Hamburgo, o treinador também passou e conquistou títulos importantes em duas passagens. “Foram quase três anos nas duas vezes, a gente foi campeão, decidimos o título do campeonato gaúcho do primeiro turno com o Caxias e fomos campeões em duas copas, na copa Rio Grandes do Sul pelo Novo Hamburgo”, disse.

Trabalhou no Caxias e no Chapecoense, e em 2015, depois de 103 anos de fundação da equipe, foi trabalhar no Operário de Ponta Grossa, no Paraná. “O clube tinha 103 anos de fundação e nunca tinha ganhado um título estadual e em 2015, graças a Deus, fomos campeões paranaenses. Com o operário ganhamos a final do Curitiba, foi uma coisa linda que até hoje não sai da minha mente e do meu coração. Você fazer parte da história de um clube como foi lá no Operário”, comentou.

Recebeu um convite para ir para o Botafogo da Paraíba em João Pessoa, com um contrato de dois anos, nesse período o treinador comentou que em 2016 foram vice- campeões em 2017 campeões. Quando encerrou o contrato passou no ABC de Natal onde trabalhou em cinco jogos finais da Série B.

A trajetória no Cuiabá Esporte Clube iniciou no ano passado. “Recebi um convite, a diretoria do Cuiabá me ligou fez uma proposta, eu vim pra cá para disputar o campeonato Mato-Grossense esse era o contrato”, relatou.

“Graças a Deus também fomos campeões. Em todo o país envolvendo série A, B e C, o único clube que conseguiu ser campeão estadual invicto foi o Cuiabá. Para o Cuiabá foi um marco importante e pra minha profissão também sem dúvidas. Ganhamos três títulos, tenho muito orgulho disso, graças a Deus e a Comissão Técnica que tem me acompanhado, compartilho isso com a minha comissão porque é um trabalho de equipe, e claro sempre divido tudo que conquistamos com todos”, enfatizou.

Sobre a profissão, ele pontuou a importância da equipe, de saber exercer a tarefa com responsabilidade e comentou sobre sua atuação como técnico no clube. “A equipe sempre dá o respaldo daquilo que a gente faz. Não é só ser treinador, treinador é ir pro campo treinar algumas horas, enfim, tão importante como dar o treino é saber gerir as pessoas, ter um contato claro e transparente com os atletas, criar um ambiente de trabalho propício, isso também é importante”, revelou.

Para ele que já passou por tantos clubes, o diferencial como treinador é fazer o grupo se sentir motivado e pensar no elenco. “Formar o grupo, o elenco todo, as peças que você vai trazer pra trabalhar contigo e gerir isso”, frisou.

Sobre iniciar a carreira no Alto Vale, ele destacou a necessidade de lembrar sempre onde tudo começou e das pessoas que participaram da trajetória profissional, foi onde nomeou dois nomes Ecio Back e Raul Ferrari. “Não me esqueço das minhas raízes, que comecei em uma escolinha em Rio do Sul, por mais que você cresça na profissão, eu sempre procuro lembrar e valorizar por onde passei, as pessoas que me abriram as portas e acreditaram no meu trabalho”, finalizou.

Tatiana Hoeltgebaum

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