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Foto: Redes sociais

A cidade de Rio do Sul tem muito a comemorar. Seus dois únicos finalistas no Prêmio Inovação Catarinense levaram o primeiro lugar em duas categorias. O resultado foi divulgado em cerimônia on-line na última terça-feira. O jovem Daniel Verdi do Amarante, do Instituto Federal Catarinense (IFC), ficou em primeiro lugar na categoria Jovem Inovador. Já a empresa Rio venceu na Inovação em Serviço ou Processo.

Daniel tem apenas 20 anos de idade. Ele conta que a ideia do projeto desenvolvido surgiu a partir da percepção da falta de dados quantitativos sobre a equoterapia, um tipo de tratamento que usa cavalos para auxiliar pessoas com necessidades especiais. “No IFC nós temos um projeto que proporciona prática de equoterapia, então a gente começou a estudar e surgiu a ideia de criar um dispositivo para obter os dados sobre a movimentação tanto do cavalo quanto da pessoa durante a prática. Esse dispositivo é para suprir uma falta de métodos para obter esses dados. Já se sabe muito, há vários estudos, mas a maioria deles são qualitativos e no meu projeto eu criei algo que pudesse gerar dados quantitativos sobre essa movimentação. O dispositivo possui acelerômetros para medir esse movimento, os dados são registrados em um cartão de memória. Além do dispositivo eu criei um website para armazenar os dados e contém outras informações sobre o cavalo, praticante e tratamento”, explica.

O estudante afirma ainda que agora, os dispositivos poderão ser usados por pesquisadores que quiserem entender melhor a prática de equoterapia e que depois, todo o conhecimento gerado através das análises de dados será usado por profissionais para melhorar e individualizar os tratamentos. “Eu enviei o relatório completo do projeto para fazerem a avaliação e ontem foi a divulgação dos premiados em cada cultura. Foi gratificante receber esse reconhecimento da Fapesc por todo o trabalho que tive para desenvolver esse projeto”, completa.

O prêmio, que está em sua 8ª edição, é organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), que está vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (SDE). O secretário da SDE, Luciano Buligon, disse durante a cerimônia que o ecossistema de CTI do Estado tem sido um dos cases mais exitosos do Brasil.

“Mas só é possível a concretização do ecossistema e o seu êxito por conta de pessoas, de pessoas que inovam, pessoas que, mesmo durante a pandemia, têm uma capacidade de resiliência, de solidariedade e de transpor, com muita dor e com muita solidariedade, esse momento difícil e continuar inovando. Por isso, esse prêmio é sem dúvida a melhor forma de difundir a inovação em Santa Catarina”, afirmou.

O presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, disse estar sensibilizado com as consequências da pandemia e afirmou que o prêmio é uma forma de reconhecer as pessoas e as organizações que têm enfrentado os desafios cotidianos. “Apesar das adversidades, as pessoas têm conseguido inovar em suas áreas, solucionar problemas, gerar pautas positivas e prosperidade para o Estado. A Fapesc, junto com a SDE, executa a política catarinense de CTI. Dentre suas atribuições legais, está a aproximação dos agentes e dos atores do ecossistema, o fomento das ações em prol do desenvolvimento regional, mas também reconhecer a inovação e os inovadores do nosso estado.”

Amauri Bogo, Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapesc, lembrou da importância do papel social da fundação. “Estamos distanciados, mas não desconectados. A Fapesc está sempre inovando, em parceria com a SDE, fazendo seu papel no ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação. Hoje, junto com este papel em CTI, estamos cumprindo com o papel social de valorização dos atores que contribuíram direta ou indiretamente.”