Alto Vale
Foto: Aline Kummrow - Os associados Alvin e Alex Thiel, de Taió, iniciaram a colheita nesta semana

O feijão já foi uma das principais culturas do Alto Vale, com o tempo, novas tecnologias chegaram para o milho e com a entrada da soja, a leguminosa foi perdendo espaço. A diminuição da área plantada foi evidente em todos os municípios da região, principalmente pela dificuldade de colheita mecanizada e do controle de doenças como antracnose.

Embora ainda existam esses gargalos na produção, alguns produtores continuam investindo e nesta safra o número da área destinada ao feijão teve um pequeno crescimento. Segundo dados da CEPA/Epagri, em 2016 o Alto Vale tinha 1,5 mil hectares, enquanto em 2017 o número passou para 1,8 mil hectares. A média de produtividade é baixa na região, algo em torno de 27 sacos por hectare, alguns municípios chegando a 35 sacos/ha.

Em Taió, dois associados Cravil estão otimistas com a safra 2017/2017, ambos têm como principal atividade o cultivo da soja, mas investiram no feijão preto como cultura antecessora para alguns hectares. No Ribeirão da Erva, Alvin e os filhos Alex e Heinz, destinaram 20 hectares para o feijão e estimam uma produtividade acima de 40 sacos/ha. “Voltamos a plantar feijão depois de 30 anos, antes a cultura acabava sendo muito trabalhosa por ser toda manual, hoje com a colheita mecanizada facilitou”, explicou o patriarca.

O feijão é uma alternativa de renda extra, já que permite duas culturas em uma safra. “O feijão é uma cultura de ciclo rápido e, por isso, acaba sendo uma boa opção de renda para o produtor”, explicou o técnico agrícola da Cravil em Taió, Silvonei Pawlak.

Clima foi favorável para o cultivo do feijão

Menos incidência de chuva e temperaturas mais amenas nos meses de setembro, outubro e novembro favoreceram o desenvolvimento do feijão. Em Taió, os produtores acreditam que essa possa ser uma das melhores safras dos últimos tempos. “Com um clima mais favorável, tivemos menos incidência de doenças no geral e isso possibilita uma maior produtividade”, explicou o engenheiro agrônomo da Cravil, Neimar Francisco Willemann.

Os associados do Ribeirão do Salto, Wilham Halla e Elmir Artur Lach, plantaram 30ha de feijão e dependendo do resultado desta safra estimam aumentar a área plantada. “Em 2016 tivemos quebra na produção por causa do clima frio e chuvoso, mas esse ano já foi bem diferente. O feijão é uma alternativa rentável, hoje a tecnologia facilitou o trabalho, então se as previsões forem boas, podemos pensar sim em aumentar a área”, ressaltou Wilham.

De acordo com o técnico agrícola da Cravil em Taió, nos últimos dois anos os produtores voltaram a investir no feijão, atualmente o município tem cerca de 100ha da leguminosa. O principal produtor de feijão no Alto Vale é Ituporanga, com uma área plantada de 800ha.