Cidade
Foto: Arquivo/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Mais uma vez os moradores do Alto Vale serão prejudicados por problemas no Instituto Médico Legal (IML) de Rio do Sul. É que por causa de irregularidades constatadas após uma denúncia, a Vigilância Sanitária interditou a sala de necropsia e agora os corpos terão que ser encaminhados para outras cidades.

O diretor da Vigilância Sanitária de Rio do Sul, James Rides da Silva, relata que várias irregularidades foram constatadas pela fiscal como o fato de a câmara fria estar estragada há meses e outras situações que colocavam a vida dos próprios servidores em risco. “A biossegurança dos funcionários estava comprometida devido a não estar adequada. Havia irregularidades em equipamentos, assepsia dos materiais, descontaminação, produtos inadequados como materiais utilizados na limpeza e higienização que não fazem parte dessa área da saúde. Você acaba tendo produtos químicos misturados com outros materiais que são utilizados na necropsia que não eram permitidos por lei”, esclareceu.

Outro problema apontado pela Vigilância é que a descontaminação do material utilizado nas necropsias também não estava sendo realizada. “Se fazia muito precariamente colocando as pessoas que trabalham ali em risco, o corpo contaminado indo para o velório e podendo contaminar outras pessoas ou mesmo os demais corpos que depois passavam por autópsia”.

O IML de Rio do Sul foi autuado e terá o prazo de 30 dias para fazer as adequações necessárias e cumprir tudo que determinam as legislações estaduais e federais. Até lá o setor de necropsia segue interditado e lacrado e corpos terão que ser levados para cidades de outras regiões que contam com um IML. O setor administrativo permanece funcionando normalmente.

Denúncia para Vigilância Sanitária

A denúncia foi feita à Vigilância Sanitária de Santa Catarina e o órgão determinou que as vigilâncias municipais de todas as cidades que contam com IML realizassem uma vistoria nesses locais. Na capital do Alto Vale, diante das irregularidades, a fiscalização terminou com a sala de necropsia interditada.

A reportagem procurou o Instituto Geral de Perícias para um posicionamento, mas o órgão declarou através de sua assessoria de imprensa apenas que está avaliando a situação para emitir um pronunciamento oficial assim que possível e que os trabalhos continuarão, utilizando a estrutura do IGP em Blumenau.