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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Após fazer as adequações emergenciais exigidas pela Vigilância Sanitária, o Instituto Geral de Perícias (IGP) voltou a realizar necropsias no IML de Rio do Sul que estava com uma sala interditada desde o dia 2 de agosto. Durante mais de um mês os corpos eram encaminhados para cidades de outras regiões.

Entre as adequações estavam o conserto da câmara fria, manutenção da parte elétrica, instalação de lavatórios para assepsia com acionamento por pedal, pintura, troca de materiais de limpeza comum por hospitalares e instalação de exaustor para melhorar a ventilação.

As melhorias vão possibilitar a volta do serviço enquanto a nova sede do IML não fica pronta. O anúncio da doação de um terreno por parte da prefeitura foi feito há pouco mais de uma semana durante uma reunião entre autoridades e a cúpula da Segurança Pública para discutir o problema da interdição parcial.

De acordo com o prefeito José Thomé, o Município está parceiro do Estado para conseguir uma solução para um problema que afeta toda a comunidade do Alto Vale. “Fizemos esse gesto da doação para acabar com essa novela. Todo o povo do Alto Vale sofre muito com essa questão de se dirigir a Lages, Blumenau, muitas vezes num momento difícil. É muito ruim para o cidadão que já está na situação de dor, da perda de um ente querido e que tem que aguardar por horas e horas a liberação do corpo que sai daqui para ser periciado em outra cidade”, comentou em entrevista ao DAV.

Após a reunião para discutir a interdição o prefeito também havia informado que o IGP já tinha dinheiro em conta para a construção de uma nova sede que será feita no imóvel doado pela prefeitura no bairro Progresso, próximo a Defesa Civil.O Município vai receber o recurso da construção através de um convênio e a Prefeitura fará a licitação, vai executar a obra e entregar a nova sede completamente pronta.

Irregularidades

No IML várias irregularidades foram constatadas pela Vigilância Sanitária durante fiscalização como o fato de a câmara fria estar estragada há meses e outras situações que colocavam a vida dos próprios servidores em risco e que motivaram a interdição. “A biossegurança dos funcionários estava comprometida devido a não estar adequada. Havia irregularidades em equipamentos, assepsia dos materiais, descontaminação, produtos inadequados como materiais utilizados na limpeza e higienização que não fazem parte dessa área da saúde. Você acaba tendo produtos químicos misturados com outros materiais que são utilizados na necropsia que não eram permitidos por lei”, esclareceu o diretor James Rides da Silva.

Outro problema apontado pela Vigilância é que a descontaminação do material utilizado nas necropsias também não estava sendo realizada. “Se fazia muito precariamente colocando as pessoas que trabalham ali em risco, o corpo contaminado indo para o velório e podendo contaminar outras pessoas ou mesmo os demais corpos que depois passavam por autópsia”.