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Foto: Arquivo DAV

Rafaela Correa/DAV

Após alguns meses como diretor do Hospital Samária, Roberto Ferrari fala sobre mudanças que a instituição vêm passando desde o ano passado e anuncia novidades para 2021. Uma das possibilidades é a ampliação do atendimento de urgência e emergência na área de saúde mental para 24h, no entanto, a alteração ainda passa por avaliação.

Roberto Ferrari explica que essa mudança é um dos objetivos e que há sim uma previsão de portas abertas para a demanda. Atualmente a clínica de saúde mental possui 34 leitos e trabalha com 80% de ocupação. “Nós prevemos manter e ampliar os atendimentos de saúde mental. O nosso plano estratégico prevê sim uma porta aberta de entrada de urgência e emergência para atendimentos de saúde mental e continuidade do tratamento do paciente internado e dentro disso eu diria que é possível, mas passível de estudos que estão sendo feitos no que diz respeito à pactuação com o Sistema Único de Saúde (SUS) e dos recursos que o hospital vai obter para poder manter esse serviço 24 horas”, esclarece.

Ele também explica que nos últimos meses houve uma diminuição no tempo de espera para internação de pacientes e que embora não tenham conseguido zerar a fila, a espera pelo tratamento diminuiu. “Eu diria que o hospital já está vocacionado. Vai trabalhar com saúde mental que é aquilo que ele sempre fez e sabe fazer. Temos equipe especializada para isso com tendência a aumentar”, afirma.

Além desse setor, o hospital atende ainda a geriatria de longa permanência que também deverá passar por ampliações e busca pelo credenciamento. As cirurgias eletivas de média complexidade também são muito atendidas, só em 2020 foram realizados 2.875 e a meta para esse ano, segundo diretor é ultrapassar a marca dos 3 mil procedimentos.

Outro número importante da instituição diz respeito ao baixo índice de infecção hospitalar. Ferrari revela que este ano o objetivo é aprimorar serviços técnicos e fluxos dentro do hospital. “Vamos ter ações maiores na questão da infecção hospitalar. Temos um baixíssimo nível de infecção hospitalar aqui e queremos manter isso como um ponto forte do nosso centro cirúrgico”, diz.

Questionado sobre a lucratividade dos serviços oferecidos no hospital, Ferrari ressalta que todos são superavitários e que o hospital reverteu a questão de trabalhar no vermelho e agora consegue produzir serviços e ter arrecadação financeira suficiente para pagamento de despesas.

Em relação ao atendimento de pacientes com covid, ele explica que não estão atendendo essa demanda, mas que consequentemente ajudam com a demanda da clínica geral. “ Estamos servindo de apoio e retaguarda, ou seja, nós estamos esvaziando os outros hospitais que possuem os pacientes de clínica geral para liberar e dar a vaga para o atendimento dos casos covid”, esclarece.

Outras ações importantes

Roberto Ferrari assumiu a gestão do hospital em agosto do ano passado e então foi realizado um diagnóstico relativo aos setores administrativo, financeiro e contábil. “Trabalhamos com um grupo interno e até com pessoas externas ao grupo, que colaboram e fazem parte da direção da Comunidade Evangélica, que é tutora e mantenedora do Samária. Nós tivemos uma grande reorganização do fluxo de caixa do hospital. Fizemos uma avaliação de todos os procedimentos de trabalho que são feitos aqui. Reorganizamos o que é SUS, o que é plano de saúde, mas principalmente o elenco de cirurgias. Com todas as ações, nós fomos caminhando com o hospital no sentido de ele ter uma organização financeira positiva.

Renegociamos dívidas anteriores e estamos fazendo a quitação e o pagamento dessa dívida. Também iniciamos a elaboração da licença ambiental que estava atrasada”, completa.