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doctor breaking apart a cigarette – concept for stop smoking

Com o tema “Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento”, a Organização Mundial da Saúde (OMS) celebrou nessa quarta-feira (31) o Dia Mundial sem Tabaco. O objetivo foi promover reflexões sobre a relação entre tabagismo e desenvolvimento, considerando a promoção da saúde e a qualidade de vida. “Esse momento é oportuno para refletirmos sobre o impacto do tabagismo como ameaça aos consumidores e a sobrecarga que provoca nos sistemas de saúde do país”, avalia a gerente de Vigilância de Agravos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Gladis Helena da Silva.

A área técnica do Programa Estadual de Controle do Tabagismo em Santa Catarina participará do “Seminário sobre Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco”, que será realizado de 5 a 7 de junho, em Florianópolis, promovido pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

No mundo, o tabagismo responde por 12% das mortes de pessoas acima de 30 anos, o que representa 14% dos óbitos por doenças crônicas não transmissíveis como câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias, e por 5% das doenças transmissíveis, como tuberculoses e infecções do trato respiratório inferior. Em números absolutos, o tabagismo mata cerca de 6 milhões de pessoas por ano no mundo. Frente ao crescimento do tabagismo, uma nova estimativa divulgada em 2016 pela OMS, em conjunto com o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, revelou que o tabagismo custa à economia global mais de US$ 1 trilhão por ano em gastos com saúde e perda de produtividade e, até 2030, matará um terço a mais de pessoas do que atualmente.

No Brasil, o tabagismo está relacionado aos 28.220 casos novos de câncer de traqueia, brônquios e pulmões em 2016, conforme estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), vinculado ao Ministério da Saúde (MS). Esses valores correspondem a um risco estimado de 17,49 casos novos a cada 100 mil homens e 10,54 para cada 100 mil mulheres. Os dados constam na Nota Técnica para Controle do Tabagismo “Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento”, lançada recentemente pelo INCA. “Em Santa Catarina, foram registrados, em 2016, 1.344 óbitos e 1.449 internações hospitalares por câncer de traqueia, brônquios e pulmões, as quais representaram um custo de R$ 2.043.706,20 ao Sistema Único de Saúde (SUS)”, exemplifica a gerente de Agravos da Dive, citando apenas alguns dos 15 tipos de doenças relacionadas ao tabaco.

 

Tratamento gratuito

Apesar da prevalência de fumantes no Brasil ter caído de 35%, em 1989, para 10,4%, em 2015, ainda existem mais de 15 milhões de usuários que precisam ser estimulados e apoiados para que deixem de fumar. A rede pública de saúde oferece tratamento gratuito para quem estiver interessado em parar de fumar. Em Santa Catarina, 229 municípios haviam implantado o Programa de Controle do Tabagismo e atenderam 10.436 pessoas em 2015. Destas, 5.803 pararam de fumar no primeiro mês de tratamento, segundo dados preenchidos pelos municípios participantes na planilha de

Consolidação de Informações do Tratamento do Tabagismo. A Dive disponibiliza em seu site [www.dive.sc.gov.br] a relação completa das unidades de saúde que oferecem o tratamento em Santa Catarina.