Cidade, Política
Foto: Alan Garcia/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

O deputado estadual Sargento Lima (PSL) cumpriu agenda no Alto Vale nesta terça-feira (10), e na região tratou de questões relacionadas aos bombeiros voluntários de Lontras e efetivo da Polícia Militar no 13° Batalhão. Em entrevista ao Jornal Diário do Alto Vale ele falou sobre os compromissos e comentou outros assuntos como a CPI dos respiradores da qual é presidente.

Ele afirmou que a agenda na região não é político partidária de campanha, mas que faz parte de um cronograma político que todo deputado estadual tem que cumprir obrigatoriamente. “Todo deputado tem a obrigação de visitar as regiões onde foi contemplado com votos e também as regiões onde não foi para que o cidadão possa conhecer o político que trabalha para ele, afinal de contas somos funcionários públicos”, afirma.
Na parte da manhã ele esteve no quartel dos Bombeiros Voluntários de Lontras onde ouviu demandas da corporação. “Fizemos encaminhamentos nos Bombeiros Voluntários em relação a déficit de equipamentos, uma viatura de atendimento pré-hospitalar e questões relacionadas a estrutura do quartel que precisam ser resolvidas com emendas e até mesmo pelo Governo do Estado”.

A tarde foi dedicada a tratar sobre a falta de efetivo no 13º Batalhão de Polícia Militar. Segundo o deputado ele acredita que pode contribuir para a solução do problema fazendo a fiscalização dos trabalhos do Executivo, encaminhando as demandas e propondo novas tratativas que podem ser feitas em relação a contratação de policiais. “Estamos prestes a encarar a Operação Veraneio onde os policiais são deslocados para o Litoral o que agrava ainda mais esse déficit de efetivo nas cidades interioranas. Obviamente que em 2020 fomos prejudicados pelo covid, o que retardou um pouco a formação, mas não escondo de ninguém que sei que na Capital é muito contemplada, num único prédio que tem mais policiais que toda uma região, então no meu entendimento essa distribuição precisa ser contemplada, estudada e quero levar essas demandas para a governadora”, comentou.

Sargento Lima foi o presidente da CPI dos respiradores, mas falou também sobre o aumento salarial dos procuradores que foi outro processo que acabou culminando no afastamento de Carlos Moisés. “No final da CPI concluímos que alguns servidores estavam envolvidos na compra e agiram de má fé ou com displicência, o que foi comprovado com essa compra catastrófica que maculou a administração pública do Estado. Já em relação ao outro processo da equiparação salarial entendo que o governador teve toda a oportunidade de analisar as peças do processo com mais tempo e não o fez”, avalia.

Sobre o aumento aos procuradores ele ainda comentou que os defensores recebiam um salário de R$ 28 mil e queriam a equiparação ao salário dos advogados da Assembleia Legislativa, num momento que segundo o deputado, não era a hora o ideal pela situação difícil do país. “Não acharam esses R$ 28 mil suficientes e queriam receber R$ 33 mil mesmo com o parecer contrário do Tribunal de Contas. Mas no caso da governadora ela substituiu o governador por não mais do que uma semana em dias úteis, enquanto os desembargadores e os deputados que compunham o tribunal que ia julgar a situação dela tiveram 30 dias para avaliar, e os desembargadores mais 30 dias para apreciar o parecer do relatório e mesmo assim houve divergência dos votos então essa divergência me levou a votar para que ela assumisse”, esclareceu.