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O município de Rio do Sul foi notificado oficialmente de um caso confirmado de leishmaniose no dia 3 de dezembro. Trata-se uma mulher de 56 anos, moradora do bairro Itoupava, que está internada no Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis. A instituição de saúde é referência para a doença no Estado. Após a confirmação do caso, foram desencadeadas algumas ações no município, oriundas do Programa Estadual de Leishmaniose Tegumentar, de responsabilidade da Gerência Regional de Rio do Sul.

Uma reunião com agentes comunitários de saúde do bairro Itoupava e Coordenação da Vigilância Sanitária e Epidemiológica Municipal, culminou no levantamento epidemiológico, através da implantação de um questionário aplicado num raio de 300 metros da área de detecção do caso, para o levantamento precoce de casos suspeitos, como também para orientação à população para uso de repelentes, limpeza de pátios, e áreas próximas às suas residências.

A Vigilância Sanitária e Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Rio do Sul, reforça que é importante que as pessoas não deixem acumular materiais orgânicos, como alimentos em decomposição, folhas e resíduos em geral, principalmente em locais úmidos e sombreados. Também é aconselhado aos moradores o uso de telas nas janelas, se possível. As pessoas que apresentarem sintomas da doença – principalmente o surgimento de feridas pequenas com bordas avermelhadas que vão aumentando de tamanho e não cicatrizam – devem procurar assistência médica imediatamente.

No momento, outros quatro casos suspeitos estão sob investigação, aguardando resultado de exames. O Departamento de Vigilância Sanitária e Epidemiológica de Rio do Sul está ciente e atuando com o intuito de orientar a comunidade e prestar a devida assistência médica aos suspeitos.

A gestão da situação no município tem o respaldo das autoridades de saúde nos âmbitos regional e estadual. O Departamento Estadual de Entomologia confirmou, via e-mail, que já tem conhecimento do caso confirmado e dos casos suspeitos, e uma ação de coleta do inseto deve ser realizada, ainda sem data definida, já que esta ação é feita por profissionais habilitados do Estado.

Informações sobre a Leishmaniose

A leishmaniose é uma doença infecciosa que provoca úlceras na pele e nas mucosas das vias aéreas superiores. Há duas formas de leishmaniose: a tegumentar e a visceral, transmitida por diversas espécies de protozoários. A fêmea do mosquito Lutzomya, conhecido como mosquito palha é o agente transmissor da doença. Roedores e animais domésticos podem servir de reservatório para esses parasitas. A transmissão ocorre tanto nas matas, como nas imediações dos domicílios.

Os sintomas variam segundo o tipo de picada do mosquito e as condições imunológicas da pessoa, mas é comum o surgimento de feridas pequenas com bordas avermelhadas que vão aumentando de tamanho e não cicatrizam.