Cidade, Política
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Cláudia Pletsch/DAV

A vereadora Sueli de Oliveira (PSD) eleita nas eleições municipais de novembro com 1.009 votos assumiu sua cadeira na Câmara de Vereadores de Rio do Sul no dia 1º de janeiro e diz que mesmo antes da vitória já buscou viabilizar diversos projetos na área da Saúde. Psicóloga por formação ela conta que essa vai ser sua maior área de atuação nos próximos quatro anos e revela que pretende buscar melhorias principalmente para os atendimentos em saúde mental.

Um dos projetos que a vereadora já buscou mesmo antes de ser eleita é a ampliação do atendimento em saúde mental do Hospital Samária, ela conta que esteve em reunião com a diretoria da instituição junto com o prefeito José Thomé e que o hospital também demonstra interesse e devem buscar em conjunto a adequação junto ao Ministério da Saúde e Governo do Estado para fazer o credenciamento de leitos. “Para início de 2021 eu tenho um projeto que considero muito importante que é a questão do pronto atendimento da saúde mental no Hospital Samária, pois hoje o hospital é referência em saúde mental, mas não tem pronto atendimento. Ele tem atendimento em saúde mental, mas não é 24 horas como o Hospital Regional, por exemplo, que tem o atendimento 24 horas e que aceita todos os atendimentos como traumas, pessoas acidentadas, pessoas com alguns tipos de doença, só que ele não é referência em saúde mental então ele atende por ser 24 horas, mas não tem profissionais especializados para fazer esse atendimento durante o final de semana e durante a noite que é quando o Hospital Samária também não tem esse atendimento”, explica.

Sueli revela que como já trabalhava com saúde pública pôde observar o crescimento no número de pessoas que buscaram atendimento durante a pandemia, e esse também foi um dos motivos que a levou a buscar soluções para a área. “Nós temos diversos exemplos, e com a pandemia piorou muito essa situação da saúde mental, tem pacientes que acabam piorando durante o final de semana e acabam buscando o atendimento em pessoas que não são da área. Por isso é tão importante o olhar da pessoa que se especializou, que já trabalhou com pessoas que têm esse tipo de necessidade. É diferente de um outro profissional que não se especializou nessa área, então tudo isso faz com que a pessoa que busca ajuda se sinta mais confiante e mais à vontade”, revela.

Entre outros projetos, a vereadora diz que pretende apresentar propostas junto com outros colegas, e uma das ações que já estuda é a implantação das Unidades Básicas de Saúde em locais onde ainda não existem. Readequar cargos e salários da Saúde do município também está entre as propostas. “Outro projeto que queremos dar continuidade é de estar readequando os cargos e salários da saúde, hoje esses cargos e salários estão junto com os da prefeitura, eles não são separados. O que nós queremos fazer é essa separação pois a Saúde é uma Secretaria diferenciada, ela não pode parar. Como a situação do enfrentamento à Covid que nós estamos desde o início com os enfermeiros e técnicos, é um pedido dos funcionários da Saúde e queremos fazer a readequação”, esclarece.

Sobre os 1.009 votos Sueli diz que o fato de ter tido a confiança de mais de mil pessoas surpreendeu pelo número de candidatos em relação a eleição anterior. “Eu não esperava e fiquei muito feliz com a confiança dessas 1.009 pessoas no meu trabalho”, conta.

Questionada sobre a vontade de entrar na política, a vereadora garante que o motivo de ter concorrido pela terceira vez era a vontade de fazer mudanças e buscar apoio até mesmo junto aos deputados. “Eu penso que para fazer a mudança você tem que estar inserida no meio político, se não, não consegue. Em 2005 quando eu entrei na saúde vi que tem muitas coisas que podem mudar, muitos recursos que dá para buscar, muito projeto que dá para fazer”, destaca.

Em entrevista ao DAV, ela conta sobre suas percepções gerais sobre a gestão e a dificuldade das pessoas em entender o funcionamento da Secretaria de Saúde, por ser algo complexo. Sueli fala sobre recursos e contratação de profissionais. “Vi questionamentos sobre o porquê de não fazer mais ações, de não contratar mais profissionais para especialidades, e na verdade são leis que não deixam fazer. Hoje o repasse do Ministério da Saúde para esses profissionais como cardiologista e neurologista é só de R$10 para cada consulta, nosso prefeito ainda repassa mais R$ 30 para ficar R$ 40 a consulta, mas mesmo assim não se tem profissionais, o valor que se paga hoje é muito baixo. Os laboratórios desde 1998 não são reajustados. Então penso que agora nós podemos ver isso com o apoio dos deputados”, finaliza.