Alto Vale
Foto: Alan Garcia/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Comerciantes, agricultores e empresários de diversos municípios do Alto Vale que utilizam a SC -340 para o escoamento de cargas, especialmente de produtos derivados da madeira e do setor têxtil, organizam um protesto com fechamento da rodovia nesta quinta-feira (21) para cobrar o conserto de uma ponte danificada na enxurrada no dia 18 de dezembro e que até agora não está sendo reconstruída, o que impede a passagem de veículos pesados.

A manifestação está prevista para iniciar por volta das 9h e segue até às 11. Cerca de 200 empresários devem acompanhar o manifesto, além da Polícia Militar Rodoviária (PMRv).

Um movimento Popular criado por Empresários, Comerciantes e Agricultores dos Municípios de Dona Emma, Witmarsum e Vitor Meireles promete interromper o trânsito na SC-340, na altura da ponte que faz o limite entre os municípios de Dona Emma e Presidente Getúlio na manhã de quinta-feira, 21 de Janeiro.

O principal motivo do ato é a demora por parte dos órgãos competentes no concerto das cabeceiras da ponte, tendo em vista que já se passaram mais de 30 dias desde que ela foi danificada pela forte enxurrada que atingiu a região.

Atualmente motoristas, em especial de caminhões, estão usando desvios para acessar os municípios de Dona Emma, Witmarsum e Vitor Meireles, e os manifestantes afirmam que a situação das estradas do interior é bastante complicada, tanto pela largura em vários “pontos de encontro”, trechos íngremes e falta de material, principalmente nos dias chuvosos, fazendo com que a escoação da produção e a chegada de matéria prima fiquem comprometidas.

Eles alegam que o ato pretende exclusivamente acelerar a liberação da ponte para que a região possa voltar a sua normalidade produtiva e econômica e os participantes que estão em um grupo de whatsapp alertam por diversas vezes que não vão aceitar que o ato se torne político, pelo fato de ter a presença de autoridades no local e sim, que seja de cunho popular.

Procurado pela reportagem o prefeito de Dona Emma, Nerci Barp afirmou que o desencontro de informações têm gerado ainda mais insegurança entre os moradores da região. “A princípio estava tudo certo com a licitação e tinha sido escolhida a empresa vencedora, mas num áudio, o secretário da Defesa Civil falou que ainda teria que fazer a licitação e o pessoal ficou descontente. Dizem que tem os recursos e está tudo certo, mas nada por escrito” comenta.

Barp ressalta ainda que a data da assinatura da ordem de serviço tranquilizaria os empresários e concorda com a manifestação. “Acho que os empresários estão corretos porque os acessos alternativos não comportam mais o volume de caminhões carregados, tem veículos encalhando. A situação que estamos vivendo é complicada. Todos estão com dificuldade de carregar. Muitas dessas empresas exportam, tem contrato, navio esperando e é preciso mais agilidade para resolver. O processo de recuperação está muito lento e as informações são desencontradas”, conclui.