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Foto: Assessoria Prefeitura de Rio do Sul - Diagnóstico econômico e social de Rio do Sul foi apresentado pelo Sebrae

Representantes da sociedade civil organizada estiveram reunidos na segunda-feira (25), no Salão Nobre da Unidavi, para conhecer o relatório desenvolvido pelo Sebrae-SC que trouxe um diagnóstico do setor econômico por meio do “Rio do Sul em números”. Na oportunidade também foi apresentado pela Prefeitura o Plano de Desenvolvimento Econômico Municipal (Pedem), elaborado em parceria com a entidade.

O prefeito José Thomé (PSDB) definiu o evento como um marco para o desenvolvimento da cidade. “Vivemos um momento em que há um sentimento de superação da crise econômica e nós precisamos estar preparados para crescer e sair na frente dos demais municípios”, comenta.
O relatório compilou informações sobre a cidade. São dados demográficos, sociais, de infraestrutura, finanças públicas e aspectos econômicos.

Aspectos econômicos

Segundo o IBGE, em 2014, a soma em valores monetários de todos os bens e serviços produzidos por Rio do Sul era de R$ 2,4 bilhões. O Produto Interno Bruto (PIB) apresentou um ritmo de crescimento inferior à média estadual, o que significou a diminuição de sua participação de 1,01% em 2010, para 0,97% do PIB catarinense em 2014.

De acordo com dados repassados pela Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina, 0,8% do PIB estava ligado à agropecuária, 27,3% à indústria, 14,5% ao comércio e 35,5% ao segmento de prestação de serviços. A administração pública e os impostos representavam 21,9% da fatia.
Do ponto de vista do comércio internacional, Rio do Sul registrou em 2016 uma corrente de comércio de US$ 11,7 milhões, com retração de 32,7% sobre 2010, quando atingiu US$ 165,8 milhões.

As exportações encerraram 2016 com um valor de US$ 97,7 milhões e as importações, com US$ 14 milhões. Em relação a 2010, as exportações apresentaram queda de 35%, e as importações, uma redução de 10,6%. Com esse desempenho, a balança comercial do município fechou 2016 com um saldo positivo de US$ 83,7 milhões.

Os principais países a receberem produtos rio-sulenses são Rússia, com 29,3%, Estados Unidos, com 15,8% e China, que ficou com 14,3% da fatia de produtos.

Empregos e geração de renda

No que diz respeito ao estoque de empresas e empregos, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, relativos a 2015, Rio do Sul contava com 5.299 estabelecimentos que totalizavam 24.586 empregos formais. Em 2015, as empresas de micro e pequeno porte representavam 99,0% dos negócios do município. As MPE foram responsáveis por 63,0% dos postos formais de trabalho.
Entre 2010 e 2015, o estoque de empresas registrou uma taxa média anual de crescimento de 2,3% ao ano, resultando no incremento de 559 empresas em relação ao primeiro ano. Nesse período, a evolução do número de empregos formais registrou uma taxa média negativa de 2,9% ao ano, que significou a diminuição de 3.925 postos formais de trabalho.

Plano de Desenvolvimento Econômico

O Pedem é um plano de estudos para aplicação em projetos que visam o desenvolvimento de setores econômicos no município, os quais serão debatidos com os diversos setores econômicos da sociedade para estimular o crescimento sustentável e a formação de novos empregos.
O secretário de Desenvolvimento Econômico (Sedec) de Rio do Sul, Paulo José Fiamoncini, salienta que o plano tem foco na criação de oportunidades de debates e também de programas que possam melhorar o ambiente de negócios da cidade.

Em relação ao relatório apresentado pelo Sebrae, ele afirma que o município precisava desses dados para nortear as ações de governo. “Este relatório nos dá respostas aos anseios de nossos empresários sobre crescimento, investimento e até mesmo qual a formação social e educacional de nossa população”, relatou.

“É um projeto de desenvolvimento econômico que pode mexer com a indústria, o comércio, os serviços, ou mais profundamente, os setores neles constituídos. Quem definirá as metas e planos serão os próprios empresários e entidades”, comenta.

O Pedem e o Rio do Sul em números foi desenvolvido por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Rio do Sul e o Sebrae, através do Programa Cidade Empreendedora. “Esse programa tem impacto direto na Educação, nas contas públicas, na desburocratização dos serviços públicos e na retomada do desenvolvimento econômico”, finaliza.

Rafael Beling