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A administração de Ituporanga anunciou no início da tarde de ontem, José Eudes Damann como novo secretário de urbanismo de Ituporanga. José assume, após Leandro May, pedir nesta quarta-feira (20), exoneração do cargo.
De acordo com publicação das redes sociais do prefeito Osni Francisco de Fragas, José Eudes Daman, foi indicado para assumir a vaga pelo vereador Jaime Sens.

Antes de pedir exoneração, Leandro May, entregou ao prefeito, um requerimento que requer a instauração de processo administrativo de sindicância, para apurar possíveis irregularidades na execução dos serviços de coleta e transporte de lixo reciclável e não reciclável, até o Centro de Triagem do município.

Por cautela, além da abertura de sindicância, o documento solicita a imediata suspensão dos pagamentos devidos à empresa Say Muller Serviços Ltda e também o cancelamento da nota de empenho número 465 desse ano, devido a suspeitas de irregularidades nos documentos fundamentais da emissão.

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O pedido está acontecendo, por o então secretário Leandro May, constatar na segunda-feira (11), que havia divergências entre a quantidade de lixo coletado pela empresa Say Muller Serviços Ltda e a quantidade transportada pela empresa Serrana Engenheira Ltda. Somente no mês de janeiro, a diferença entre a quantidade de lixo supostamente coletada em Ituporanga e a que de fato foi transportada para o destino final na cidade de Otacílio Costa, chega próximo de 85 toneladas.

De acordo com o pedido de sindicância, o controle da pesagem do lixo reciclado pela Cooperativa de Catadores de Ituporanga, era até então encaminhado para o secretário da Fazenda da prefeitura e não passava pela avaliação da secretaria de Urbanismo, o que impedia que o então, secretário Leandro May, tivesse controle de todas as etapas do processo de coleta e destinação final do lixo e dificultando assim, a constatação das irregularidades agora apresentadas.

Os questionamentos sobre os serviços prestados pela empresa vem sendo apresentados pelos vereadores desde a contratação dos trabalhos pelo município. A empresa já foi inclusive alvo de uma operação realizada no ano passado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Procuradoria Geral de Justiça.

Chamada de Operação Reciclagem, onde as investigações indicavam suspeitas de envolvimento de empresários do ramo de coleta de resíduos em crimes contra a administração pública. A apuração indica que empresas supostamente pagavam propina a agentes públicos para se beneficiarem em contratos e licitações. Entre os investigados, estavam servidores públicos, empresários e pessoas ligadas ao setor de coleta. (Informações: Adriane Rengel / Rádio Sintonia)