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A Secretaria de Educação de Rio do Sul (Seduc) de Rio do Sul realizou entrega de aproximadamente 30 mil quilos de alimentos para famílias de estudantes da rede municipal de ensino. A iniciativa, ocorrida nos dias 29 e 30 de abril, foi possível por meio de parceria com Conselho de Alimentação Escolar, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Conselho Municipal de Assistência Social e Agricultura Familiar. Foi realizado o investimento de R$ 120 mil do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e a estimativa é de que 6777 alunos puderam ser beneficiados. Cada kit continha: arroz, feijão, fubá, frutas e verduras. Esta é uma medida para garantir alimentação neste momento de suspensão das aulas devido às medidas de prevenção do novo coronavírus.

Daiane de Brito Neves, 37, é mãe de duas alunas matriculadas no CEI Dores Janke Stüpp (Laranjeiras) e considera “a distribuição importante pela relevância social, além de incrementar a economia local ao prestigiar a produção dos agricultores, que também necessitam de condições para obter renda nos tempos de crise. As famílias das crianças passam a ter apoio ainda mais nesse momento que, com os pequenos em casa, as despesas de mercado aumentam de forma considerável”. A entrevistada é mãe de duas meninas, uma de 10 meses e outra de quase cinco anos de idade.

A secretária de Educação, Janara Mafra, defende que “esta é uma política pública que garante saúde e qualidade da alimentação”. E adianta que a distribuição terá continuidade na primeira semana do mês que vem. “Nos dias seis e sete de maio a atividade será retomada. Mas é importante frisar que a nova etapa será somente para os pais que ainda não buscaram o kit”.

Providencial

José Vieira dos Anjos, 31, é pai de duas crianças, uma de quatro e outra de seis anos. Ambas estudam no Centro Educacional Prefeito Luiz Adelar Soldatelli – Ceplas (Barragem). Segundo Vieira, que está a procura de emprego, “esta ação social é muito importante principalmente para enfrentar este período de pandemia e de dificuldade financeira, os kits são providenciais. Vejo esta ação como algo que nos incentiva a ir adiante. Pois nos traz uma sensação de segurança ao garantir que tenhamos um reforço na alimentação da família”.

Vale salientar que esta é uma ação de caráter emergencial, visto que muitas famílias têm a segurança que – no calendário escolar convencional – as crianças façam diversas refeições na própria creche ou escola. “Com a suspensão das aulas, por decreto estadual, a alimentação escolar poderia fazer falta no cotidiano de famílias carentes. Não se trata de cesta básica, mas sim de uma cesta de alimentos considerados essenciais”, pondera o prefeito José Thomé. O critério para que as famílias recebam o benefício é ter filhos matriculados na rede municipal de ensino.