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O Governo do Estado, nos últimos 15 dias, divulgou que vai reforçar o efetivo policial de Santa Catarina. Ontem (2), em Florianópolis, 950 futuros soldados da Polícia Militar se apresentaram para iniciar o curso de formação do último concurso público. De acordo com o Governo, o número representa um dos maiores reforços no efetivo policial feitos nos últimos anos, somado ao anúncio de mais um concurso público e a chamada de novos policiais civis no mês passado.

Mesmo assim, as policias Militar e Civil de Rio do Sul – que comandam delegacias e quartéis da região do Alto Vale – seguem trabalhando com o número de efetivo abaixo do desejado e não têm previsão de quantos policiais, agentes e delegados irão receber da remessa. “A questão do efetivo é antiga e não é um problema só da região. O que acontece é que o número de pessoas que entram não cobre o número que sai todos os anos”, explicou o secretário da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), Italo Goral.

Todos os anos, muitos profissionais das corporações saem para a reserva e o número que é reposto não é equivalente, o que gera uma defasagem.

Além disso, o Governo do Estado não faz o repasse de efetivo por igual. Depois do treinamento de oito meses, os soldados que começaram a ser treinados ontem serão distribuídos para 16 das 295 cidades do Estado.

Para essa distribuição, o Governo analisa alguns aspectos, entre eles o índice de crescimento da cidade, a quantidade e a gravidade de ocorrências criminais nos municípios. “Estamos em uma região com os índices de ocorrências mais baixos. Esse é um fator que o Governo analisa na hora de enviar efetivo”, comentou o comandante do 13º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Renato Abreu.

No ano passado, o 13º BPM, que gerencia a Polícia Militar de 28 municípios do Alto Vale, recebeu o reforço de 21 policiais. O comandante não fala em quantos PMs seriam necessários para que o quadro de profissionais fosse excelente na sua avaliação, assim como não divulga o número exato de policiais militares em cada município. Segundo o tenente-coronel, saber a quantidade de policiais trabalhando é um indicador valiosos para pessoas mal intencionadas, que teriam, assim, material para forjar o crime.

Ainda assim, o baixo número de efetivo é uma realidade que não deve ser amenizada logo. “O Governo tenta resolver com nossos concursos, mas isso vai acontecer a longo prazo”, disse Goral. Segundo o secretário, o que a ADR de Rio do Sul tem feito pelo policiamento da região é tentar junto ao Governo que os municípios do Alto Vale sejam atendidos conforme a sua necessidade. “Nós entendemos que o Estado está todo defasado, mas não vamos deixar de brigar para que a nossa demanda seja atendida”, garantiu o secretário da ADR.

No anúncio do início da formação dos 950 novos policiais militares, o governador Raimundo Colombo disse que o Governo de Santa Catarina continuará com investimentos em infraestrutura, renovação de frota e equipamentos e aprimoramento de tecnologia. “Estamos vendo os indicadores de violência aumentando e o crime organizado tentando desafiar a sociedade. Mas a mão do Estado tem que ser forte, firme, para garantir a segurança dos catarinenses. Tenho certeza de que com essa ação, Santa Catarina fica ainda mais forte”, disse Colombo. O salário inicial do policial militar em Santa Catarina é de R$4.845,82. O impacto dos novos convocados será de cerca de R$ 5,2 milhões por mês na folha de pagamento, um total de R$ 70 milhões por ano, considerando 13º salário e férias.

 

Reforço na Polícia Civil e novo concurso

No fim de abril, o governador Raimundo Colombo, acompanhado da cúpula da Segurança Pública de Santa Catarina, anunciou a chamada de mais 234 agentes de Polícia Civil, 25 delegados e 61 auxiliares periciais do Instituto Geral de Perícias (IGP), aprovados no último concurso. Colombo autorizou ainda a realização de um novo concurso público para a contratação de 250 bombeiros, 194 escrivães e 200 agentes para a Polícia Civil, e 49 peritos e dois técnicos periciais para o IGP. Serão 695 novos agentes no novo concurso, que deve ter o edital lançado até o fim do ano.

Na oportunidade, o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Nitz, explicou que com esta chamada todos os agentes da PC aprovados no último concurso foram convocados. “Os 234 de hoje se somarão aos 420 que já se formaram no final do ano passado. Os novos agentes serão deslocados para várias regiões do estado, em especial àquelas em que a criminalidade está intensa. Eles serão nomeados em junho, farão curso de formação na Acadepol e em novembro devem estar atuando em prol da população catarinense”.

Suellen Venturini


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