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Cláudia Pletsch/DAV

Uma servidora pública efetiva da Prefeitura Municipal de Rio do Sul foi exonerada do cargo de fiscal de meio ambiente nessa quarta-feira (10), o que gerou uma discussão sobre os motivos pelos quais a funcionária Michele Rublesck havia sido demitida. A redação do Diário do Alto Vale foi procurada pelo advogado de defesa da ex-colaboradora, Clóvis Luis Hoffmann, para fazer uma denúncia, alegando que o verdadeiro motivo do desligamento seria uma retaliação política já que ela foi uma das testemunhas de acusação da Operação Curupira que apurava crimes contra a administração pública e o meio ambiente e que em setembro de 2019 resultou no cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão em Rio do Sul, Lontras, Ibirama, Aurora, Ituporanga, Taió e Salete e ainda na prisão e exoneração de quatro servidores de Rio do Sul.

Clóvis Hoffmann alega que não há fundamentos para a decisão de demissão da servidora pois de acordo com ele não existiu qualquer prejuízo para o poder público proveniente de suas ações. “Não há elemento nenhum que fundamente uma decisão principalmente de demissão dessa servidora. Não há elementos no processo que demonstrem qualquer prejuízo ao erário público, que demonstre m qualquer enriquecimento ilícito dessa servidora.

Simplesmente disseram que ela deixou de olhar atrás de um tapume e por causa disso ela foi demitida do serviço público. Ficamos perplexos mas já esperávamos pois a Michele foi uma das pessoas que esteve envolvida na denúncia da ação Curupira que foi lavrada pelo Gaeco. Junto com ela a outra servidora, Luciane que teve que se exonerar do município de tanto que sofreu, também sofreu um processo administrativo da mesma forma, mas não há qualquer fundamento jurídico qualquer processo fundamentado dessa forma tão simplória e que causa a demissão de uma servidora que nunca teve contra si qualquer outra denúncia ou condenação”, avalia.

O próximo passo, de acordo com o advogado é uma ação judicial pedindo o retorno da colaboradora para o serviço público. “Temos certeza do êxito dessa ação pois não há fundamento nenhum legal que tanto a comissão que ali participou, principalmente com a decisão do secretário de Administração de demissão dessa servidora, temos certeza absoluta que isso é uma retaliação política porque essa servidora é uma servidora exemplar que sempre cuidou com zelo da sua profissão, foi uma servidora que multou políticos, grandes empresários”, justifica.

A Prefeitura Municipal de Rio do Sul se manifestou através de nota oficial enviada pela assessoria de imprensa na qual diz que o processo foi apurado por uma comissão independente. “O Processo Administrativo que indiciou a servidora, foi aberto após o resultado de uma sindicância interna, por haver indícios de irregularidades. O fato foi apurado por uma comissão de processo administrativo, formada por três membros efetivos, graduados em direito, e que não trabalham no prédio central da prefeitura, para manter a independência nos trabalhos de apuração dos fatos. Os membros trabalham de maneira independente e em nenhum momento sofreram interferência em suas investigações, apurações e decisões. A servidora teve direito ao contraditório e ampla defesa ao longo do processo para exposição de fatos e argumentos. Ao final do processo administrativo, a comissão emitiu parecer que mostra que houve irregularidades previstas no Estatuto dos Servidores Públicos, que, baseados nestes fundamentos, recomendou-se a demissão da servidora”, disse a nota.