Política
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Quem sai de casa para trabalhar ou circula pelas ruas da cidade no dia a dia já percebe que há várias pessoas pedindo dinheiro pelas ruas de Rio do Sul. Para tentar resolver a situação, a vereadora Danielle Zanella (PSDB) encaminhou a Câmara de Vereadores o Projeto de Lei Nº96 que fala sobre criação de uma campanha para desestimular as esmolas e promover a conscientização. Agora o PL deve passar por análise das comissões.

O projeto é na verdade uma campanha socioeducativa chamada “Seu dinheiro os mantém na rua”, ou seja, é voltada à conscientização da população rio-sulense. A intenção é mostrar que dar esmola pode ter um efeito negativo e estimular ainda mais as pessoas a permanecerem nessa situação de vulnerabilidade.

Se aprovado, o Município deverá implantar a campanha através da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, que deverá orientar a população sobre o tema com fixação de placas ou cartazes informativos em áreas de grande circulação de pessoas, como locais próximos aos semáforos, por exemplo.

A autora do PL ainda diz que o Município poderá realizar convênios ou parcerias com a iniciativa privada ou terceiro setor a fim de financiar materiais alusivos à campanha.

Como forma de justificar a iniciativa, Danielle afirma que não dar esmola é ampliar a possibilidade de essas pessoas terem outras oportunidades e que existem outros mecanismos de serviços estruturados no município que são capazes de atender e ofertar outros encaminhamentos mais dignos, que, de fato, constroem oportunidade pra vida dessas pessoas.

“A ideia é contribuir pra possibilidade de construção de uma outra vida, de uma outra organização de vida para essas pessoas. O projeto busca conscientizar a população e dar dignidade a elas”.

Para os cidadãos, ajudar aquele que pede moedas pode parecer um ato de bondade, de compaixão, mas a vereadora diz que não resolve o problema. “O que muitos não se dão conta é que o simples gesto reforça a situação de exclusão e vulnerabilidade em que essas pessoas se encontram. Dar esmolas significa contribuir para a permanência do problema”, acrescenta.