Alto Vale
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Helena Marquardt/DAV

Mesmo com o adiamento do prazo para a declaração do Imposto de Renda, que agora pode ser feita até o dia 31 de maio, o Sindicato dos Contabilistas do Alto Vale do Itajaí (Sindicont) tem orientado os contribuintes a não deixar o processo para última hora e garantir organização para evitar cair na malha fina. Outro pedido, feito através de uma campanha especial é para a doação ao Fundo da Infância ou do idoso.

O contador Juliano Müller comenta que neste ano a procura pela declaração está muito baixa e que de acordo com a Receita, apenas cerca de 20% dos brasileiros já acertaram as contas com o Leão. Ele ressalta que quanto antes o processo for iniciado, mais cedo o contribuinte reúne a documentação e se faltar algo ainda tem um prazo para regularizar a situação. “O prazo foi prorrogado, mas é importante entregar antes do prazo final porque a pessoa pode se organizar melhor. Até porque percebemos que muita gente teve dificuldade de acesso às informações, recolher a documentação nos bancos pelo atendimento remoto”, disse.

Outro benefício de não deixar para a última hora é a ordem de restituição. “O primeiro lote de restituição são os idosos acima de 65 anos e a partir daí professores e aquelas pessoas que declaram o imposto de renda nos primeiros dias, então quanto antes declarar antes vai receber a restituição”, disse.
Juliano esclarece ainda que se mesmo ao final do prazo o contribuinte não tiver conseguido reunir tudo que é necessário, é importante entregar a declaração mesmo faltando algum documento. “Pode entregar e depois retificar com as informações corretas sem custo nenhum. O importante é entregar no prazo até para não ter que pagar a multa de R$ 165 reais”.

Pedido para doação aos fundos da Infância e do Idoso

Neste ano o Sindicont lança mais uma vez a campanha Declare Certo onde o principal pedido é que os contribuintes procurem um contador para fazer a declaração e façam a doação de parte de seu imposto aos fundos da Infância e do Idoso. “Esse ano os contribuintes têm a possibilidade de doar até 6%, sendo 3% ao Fia e 3% ao Fundo do Idoso e com isso o dinheiro fica no município e a pessoa ainda beneficia alguma instituição ou projeto. Só em Rio do Sul no ano passado foram quase R$ 400 mil em projetos”.