Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

O grupo de voluntárias SOS Agrolândia ajuda diversas famílias carentes com roupas, cestas básicas e outros itens. Principalmente durante a pandemia, os casos de vulnerabilidade social aumentaram já que muitas famílias viram a renda diminuir significativamente. Para ajudar essas pessoas, 12 voluntárias decidiram criar o Bazar Solidário e essa já é a segunda edição do evento.

De acordo com a fundadora do grupo, Priscila Rusch, o bazar foi marcado para o dia 10 de outubro na intenção de fazer desse dia, uma data especial, sobretudo para as crianças. “O segundo Bazar Solidário será realizado no dia 10 de outubro, no salão da Igreja Evangélica Luterana, a igreja do relógio no centro de Agrolândia e vai das 9 às 17h.  Vai ser um dia especial em comemoração ao dia das crianças. Teremos atividades diferenciadas”, conta.

Serão várias seções de peças à venda com valores variados, mas Priscila garante que serão preços simbólicos. “O infantil nós colocamos os preços de R$ 1 e R$2, teremos ainda os valores de adultos entre R$2, R$5 e R$10 a peça. Teremos várias peças no bazar, como utensílios de cozinha, peças novas que alguns lojistas da cidade estão nos doando. Elas estão sendo triadas, as voluntárias fazem triagem das roupas. O que fica no bazar é com preço simbólico para que seja revertido em compra de sacolão e ajuda a famílias necessitadas do município de Agrolândia e vizinhos”, explica.

Priscila diz que para conseguir organizar o bazar e atender no próximo sábado estão à procura de pessoas interessadas em ajudar. Ela continua pedindo doações.  “São 12 voluntárias, mas precisamos de mais para ajudar no dia 10, principalmente.  Nós estamos aceitando doações de roupas, calçados, bolsas, bijuterias, tudo o que vier em bom estado a gente aceita para o nosso bazar. Vai ser feito tudo com muito carinho pensando sempre no melhor para o próximo, porque queremos ser sempre a diferença na vida de alguém”, ressalta.

O dinheiro que for arrecadado será destinado uma parte para o dia das crianças e a outra revertida em compras de produtos básicos.  Priscila agradece a parceria e espaço disponibilizado pela igreja e lembra que por muito tempo as voluntárias doavam dos seus próprios armários para ajudar as famílias. “Agora com a realização dos bazares a gente tem como ajudar as famílias de forma mais rápida e com dinheiro revertido através das doações de roupas”, finaliza.

Como surgiu o grupo

Priscila Rusch conta que tudo começou no ano de 2018, quando viu que uma pessoa próxima passava por dificuldade e resolveu pedir ajuda no facebook. “Começou porque eu tinha uma vizinha com cinco crianças e ela não tinha condições de comprar o material escolar, então eu abracei a ideia e comecei a divulgar no meu facebook. Na época, eu sozinha consegui arrecadar material para 35 crianças. Depois disso, uma amiga minha me apresentou para a Marcela, que hoje é falecida e a gente começou a acompanhar o tratamento. A Marcela teve câncer de mama, ela tinha quatro filhos e a gente fazia visitas semanais, levando frutas, fizemos aniversários pra eles sempre com doações e o pessoal começou a ajudar, procurar e então resolvemos criar o SOS”, finaliza.