Alto Vale
Foto: Divulgação/ reprodução internet

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Na manhã desta terça-feira (17), o município de Taió recebeu a confirmação para um caso de suspeita de dengue. Trata-se de uma paciente de 6 anos de idade, que esteve em uma área endêmica e desenvolveu os sintomas após retornar para a cidade. Vigilância Epidemiológica alerta população para cuidados.

A responsável pela Vigilância Epidemiológica, Virgínia Blank do Prado, conta que a menina está bem e que os sintomas iniciaram no começo do mês de maio. “Trata-se de uma menina de 6 anos e oito meses, ela passa bem. Esteve em Chapecó no final de abril e quando voltou para Taió começaram os sintomas, logo foi dado início a investigação para suspeita de dengue. Isso quer dizer que o caso não foi autócne, ela esteve em Chapecó que é uma área endêmica e voltando já apresentou sintomas como febre, houve um período em que estava abatida, mas evoluindo para melhora”.

Um caso autócne como o da paciente confirmada quer dizer que a doença não foi contraída no município, mas mesmo assim, é preciso tomar cuidado, uma vez que o município já confirmou pelo menos três focos este ano.

“No município de Taió tivemos três focos positivos para dengue, então bairro Centro, Seminário, Vila Mariana, foram os três maiores que apresentaram foco positivo. Nesse momento é claro que ficamos aliviados em saber que o caso não é autócne, mas temos que ter um olhar diferenciado e cuidadoso, porque já tivemos três focos e pedimos para que os taioenses cuidem com locais que possam desenvolver larvas, porque cuidando do que é seu, a pessoa também cuida do coletivo”, destaca.

O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. Após a picada, os sintomas podem surgir entre quatro e 10 dias.

Sintomas

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), a população deve estar atenta aos sintomas, como febre baixa a febre alta incapacitante (39° a 40°C) de início abrupto, associada à forte dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, dores musculares, nas articulações e fraqueza. Esses são os principais sinais e sintomas da dengue. Manchas pelo corpo aparecem em metade dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

A Secretaria de Estado da Saúde orienta que ao apresentar algum desses sinais e sintomas, deve-se procurar atendimento médico para evitar o agravamento do quadro. “Apesar de não haver um medicamento específico contra o vírus da dengue, o diagnóstico precoce é muito importante para reduzir o risco de dengue grave e de morte pela doença”, explica João Augusto Brancher Fuck, diretor da Dive/SC.

Situação da dengue em SC

De acordo com o informe epidemiológico SC já registra mais de 37 mil casos de dengue, desse total, a maioria é autóctone, ou seja, foram casos contraídos dentro do território catarinense.

O número de municípios em epidemia de dengue subiu para 47. A caracterização de epidemia ocorre pela relação entre o número de casos confirmados e de habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o nível de transmissão epidêmico quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.

Até o momento, foram notificados mais de 50 óbitos suspeitos da doença, sendo que 30 foram confirmados, quatro (04) foram descartados e 20 permanecem em investigação pelas Secretarias Municipais de Saúde com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde.

O que fazer caso em caso de dengue

Manter a hidratação e ficar em repouso ajuda o organismo no combate ao vírus. “Também é preciso evitar a automedicação. Medicamentos com ou derivados do ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios derivados não devem ser usados, pois podem aumentar o risco de hemorragias”, salienta João Fuck.

Prevenção

A melhor maneira de prevenção às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, zika e chikungunya) continua sendo eliminar locais com água parada. Evitar que a água da chuva fique depositada e acumulada em recipientes como pneus, tampas de garrafas, latas e copos; não acumular materiais descartáveis desnecessários e sem uso em terrenos baldios e pátios; tratar adequadamente a piscina com cloro. Se ela não estiver em uso, esvazie-a completamente sem deixar poças de água; manter lagos e tanques limpos ou criar peixes que se alimentem de larvas; lavar com escova e sabão as vasilhas de água e comida de seus animais de estimação pelo menos uma vez por semana; colocar areia nos pratinhos de plantas e remover duas vezes na semana a água acumulada em folhas de plantas; manter as lixeiras tampadas, não acumular lixo ou entulhos e guardar os pneus em lugares secos e cobertos.