Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Nos últimos meses, o Alto Vale do Itajaí estava em alerta, visto que diversos macacos foram encontrados mortos em algumas cidades e alguns deles tiveram confirmação de Febre Amarela. No município de Taió, um caso em humano foi confirmado. Trata-se de uma mulher de 40 anos sem registro de vacina contra a doença. A Secretaria de Saúde do município deve intensificar a vacinação.

Segundo a secretária de Saúde, Rozi de Souza, o quadro de saúde da paciente é estável e em breve ganhará alta. “Já está sob controle, o que foi demorado foi o diagnóstico, principalmente pelo fato de que a doença foi erradicada há muito tempo no nosso município, inclusive desconheço o último caso, mas em breve ela ganhará alta”, comenta.

Em 2011, mais de 11 mil pessoas foram vacinadas e a confirmação de Febre Amarela pegou toda a equipe desprevenida. “Estávamos todos focados na questão da covid e não imaginávamos que essa altura chegaria um caso de febre amarela. Quando veio a campanha de vacinação foi feito um trabalho intenso, inclusive as vigilâncias Sanitária e Epidemiológica acabaram se deslocando para todas as comunidades para convocar e a população para se vacinarem. Nas beiras das matas, no interior, saímos do conforto do laboratório para desenvolver esse trabalho, e ainda assim tiveram pessoas que acharam que não era necessário, inclusive a paciente não estava vacinada e nós tínhamos convocado a localidade para vacinação também. Agora estamos intensificando novamente a campanha. Pedimos que as pessoas confiram suas carteirinhas ou venham até a sala de vacinação para conferir. Vale lembrar que a vacina é única na vida, quem se vacinou uma vez já está imunizada”, explica.

A secretária orienta os munícipes que ainda não receberam a dose para que procurem a sala de vacinas de manhã, entre 07h30 e 11h30 ou à tarde, entre 13h30 e 17h30.

Transmissão, sintomas e prevenção

Diferente do que muitos pensam, macacos não transmitem a doença, assim como humanos, esses animais são hospedeiros da doença que é transmitida por um mosquito, o Aedes aegypti, que também é responsável pela transmissão da Zika, dengue e Chikungunya. “Por este motivo que devemos evitar a proliferação de larvas e mosquitos, não deixando água parada”, esclarece.

De acordo com Rozi, a prevenção se dá com a vacinação em uma única dose. A vacina pode ser recebida a partir dos nove meses de idade. Os idosos acima de 60 anos precisam de atestado médico. “Não devem tomar: as gestantes, menores de 9 meses, pessoas alérgicas a proteína do ovo e pessoas com imunodeficiência, com sistema imunológico mais fraco”, justifica.

Ela diz ainda que os principais sintomas são: febre alta, cansaço, dores de cabeça, dor muscular, náusea e vômitos por cerca de três dias  e por isso o diagnóstico pode ser difícil, já que os sintomas são parecidos com outras doenças.  Além disso, moradores de áreas rurais e próximas de matas estão mais propícios às picadas de mosquitos.