Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/ DAV

Após um longo período de pandemia, o Governo do Estado de Santa Catarina fez um repasse de R$1,4 milhão para a implantação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratar os casos graves da covid-19 no Hospital e Maternidade Dona Lisette em Taió. Depois de adaptações e compra de equipamentos a unidade está pronta para atender a demanda e começará a operar no próximo mês.

De acordo com o prefeito do município, Horst Alexandre Purnhagen, o Estado fez o repasse para aquisição das camas e todos os aparelhos necessários para 10 leitos, que estão sendo instalados na ala onde funcionava a maternidade algum tempo atrás. Os atendimentos começarão a operar no dia 1º em uma fase de testes, ou seja, com um número mais baixo de pacientes e a partir do dia 8, será definitivo, podendo ter maior parte da capacidade ocupada.

“Com essa conquista a região do Vale-Oeste passa a ter relevância na área da Saúde porque estávamos esquecidos e todas as demandas de saúde mais sérias, complicadas a gente precisava se deslocar para outras regiões”, destaca.

A promessa é de que os leitos continuem em pleno funcionamento mesmo depois da pandemia e que eles sejam apenas trocados de lugar quando o anexo de quase cinco mil metros quadrados estiver pronto. “A gente tem a palavra do secretário de Saúde do Estado, André Motta Ribeiro, para mantê-los de forma permanente. Depois que a pandemia acabar eles serão usados para tratar pessoas com outros tipos de comorbidades”, comenta.

Projeto de ampliação aprovado

Alguns meses atrás foi anunciada a conclusão do projeto de implantação de uma UTI. Para dar continuidade ao projeto, a Vigilância Sanitária do Estado solicitou algumas mudanças na planta, que foram feitas e depois reapresentadas. O projeto já foi aprovado e agora o processo de licitação para construção da ala deve ser iniciado.

O prefeito do município ficou encarregado de buscar os recursos para execução da obra. Ele explica que a verba para construção deve ser repassada de forma gradativa, em etapas e que a prefeitura irá fiscalizar a aplicação do dinheiro. O anexo que deve começar a ser construído esse ano terá mais de cinco mil metros quadrados e vai dobrar a área que a unidade ocupa atualmente.

O investimento inicial deve ser de R$ 6 milhões, sendo metade do valor oriundo do Governo do Estado, R$ 2 milhões que serão destinados pelo deputado estadual Jerry Comper (MDB) e R$ 1 milhão do deputado Sergio Motta (Republicanos). Depois da UTI implantada, o Estado deve destinar mensalmente em torno de R$ 480 mil para custeio.

Embora não exista um cronograma, Horst acredita que toda a ala deve ficar pronta em aproximadamente três anos. “São 5,500 metros quadrados de área nova, ou seja, a unidade mais que dobra de tamanho. Ela tem 37 leitos e vai para 110 aproximadamente. A partir do momento que tiver a ala nova, ele se torna um regional. Isso vai desafogar o Hospital Regional em Rio do Sul. Muitas vezes o taioense precisa de uma vaga de UTI e não encontra, precisa ir para mais longe, então o objetivo final é trazer mais qualidade de vida, esperança, para que em casos de urgência a pessoa tenha mais chances de sobreviver”, finaliza.