Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

A taioense, Leonilda Lock, de 40 anos, sofre com um problema que afeta muitos brasileiros, a obesidade. E para conseguir ter uma maior qualidade de vida precisa fazer uma cirurgia bariátrica, que custa R$20 mil. Infelizmente, a família não tem dinheiro suficiente e também não pode mais esperar pelo procedimento do SUS. Por isso foi lançada uma ação entre amigos para arrecadar o valor necessário.

Cada bilhete está sendo vendido por R$10 e vale um pastel, o sorteio será feito no dia 26 de fevereiro, no salão da Capela São Pedro, em Ribeirão da Erva, durante uma pastelada. Para ajudar, basta entrar em contato com Leonilda através do telefone (47) 9 9709-2014.

Em entrevista ao Jornal Diário do Alto Vale, Leonilda afirma que enfrenta várias comorbidades em razão da obesidade mórbida de terceiro grau.

“Tenho obesidade mórbida terceiro grau e esse peso afetou minha coluna, estou com artrose na coluna e nos joelhos, diabetes, pressão alta, depressão e muitos outros problema. No momento estou com 178.400 kg e preciso perder peso pra não acabar no fundo de uma cama”, explica.

Segundo ela, com exames, UTI e cirurgia, o valor é de R$20 mil pra fazer o pagamento de forma particular. Questionada sobre a disponibilidade do procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ela afirma que não pode mais esperar porque o problema já se agravou muito.

“Estou tentando pelo SUS, mas tenho que fazer um tratamento com psicólogo e nutricionista, e como minha situação já agravou decidi lutar pra consegui pelo particular, porque serão de dois a três anos vivendo dependente dos outros e sofrendo com dor, conseguindo particular em um mês faço tudo e terei uma qualidade de vida melhor, não só eu, mas minha família também”, revela.

Ela conta que está pedindo ajuda porque a família passa por uma situação financeira difícil, visto que a única fonte de renda da casa é o trabalho do marido.

“O motivo pelo qual estou pedindo ajuda é porque não consigo mais fazer quase nada, tenho que fazer tudo sentada por conta das dores nas pernas e coluna e tenho uma menina de 2anos e 10 meses que precisa de mim .Não quero deixar ela tão pequena sem mãe, por isso resolvi lutar  pra conseguir uma qualidade de vida melhor para mim e para minha família, pois não posso trabalhar. Só meu esposo trabalha e está cada dia mais difícil de manter as contas em dia como pagar medicamentos, aluguel comida e as contas que temos, ele sozinho não está dando conta. Preciso ter saúde para que juntos possamos criar nossos filhos e dar uma boa qualidade de vida a eles”, finaliza.