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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

A tese de doutorado da rio-sulense, Greice Westphal, que atualmente vive em Maringá, acabou se tornando modelo para o Sistema Único de Saúde no Paraná. Com a pesquisa sobre um programa multiprofissional de tratamento da obesidade, ela também conquistou uma bolsa do Governo Federal para passar oito meses no Canadá e aprender ainda mais sobre o tema.

Greice conta que é pesquisadora da área de Educação Física e em sua tese de doutorado trouxe um modelo para o sistema público de saúde no tratamento da obesidade. “Minha pesquisa é voltada ao tratamento multiprofissional da obesidade, que como se sabe, é um problema mundial e grandes parcelas da população em vários países são acometidas por essa doença crônica”, afirma.

Ela comenta que hoje não há muitas opções de tratamento disponíveis para o problema na maioria dos lugares, o que motivou os estudos. “O foco da minha pesquisa é descobrir uma maneira viável economicamente que possa ser aplicada em contexto de saúde como o do SUS e para isso o trabalho é focado nos resultados de uma intervenção desenvolvida por profissionais da saúde, entre eles profissionais da Educação Física, Nutrição, Psicologia que também são auxiliados por médicos e enfermeiros”.

Greice esclarece ainda que o estudo faz parte de um trabalho mais amplo desenvolvido na Universidade Estadual de Maringá que acaba testando os efeitos desse tipo de intervenção de forma presencial. “As pessoas vêm até a Universidade e fazem a parte de exercícios físicos tanto no ambiente terrestre quanto aquático e elas recebem orientações dos profissionais da saúde. Também temos um grupo acompanhado por um aplicativo. São novas formas e tecnologias de implementar programas apropriados para vários problemas de saúde. A novidade do meu trabalho é que ele permitiu reunir um grande número de pessoas com obesidade e sobrepeso e mostrou a eficácia do programa”.

Os participantes passaram por uma série de exames e tiveram 20 semanas de exercícios e atendimento multiprofissional. Ao final desse período passaram novamente por uma bateria de exames que apontaram a melhora efetiva da saúde. “Para aqueles que tiveram interesse em continuar, puderam fazer isso por mais um semestre e com isso os parâmetros e dados que foram colocados demonstraram a efetividade do programa no tratamento dessa condição”, avalia.

A tese acabou servindo de modelo para programas que já estão sendo implementados nas cidades de Maringá e Paranavaí, que participaram da pesquisa com a qual a rio-sulense ficou em primeiro lugar e conseguiu a bolsa para estudar no Canadá. “Isso é uma conquista enorme porque saí de uma cidade pequena e consegui alcançar lugares que muitos nem imaginam devido aos meus estudos”, comemorou.