Alto Vale
Foto: Rafaela Correa

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Durante a pandemia, diversas ações movimentaram a cidade de Ituporanga com o objetivo de de evitar a propagação do coronavírus. A cidade que já conta com mais de 500 casos da infecção decidiu fazer uma testagem nos bairros. Quase 300 testes rápidos foram feitos nas últimas duas semanas e 46 deles, o que equivale a 16%, tiveram resultado positivo.

De acordo com a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Geórgia Staudinger em seis meses de pandemia foi possível verificar a faixa etária das pessoas mais atingidas pelo vírus e a partir desse dado foram disponibilizados os testes. “Foram feitos 289 testes. Das pessoas testadas foram priorizadas aquelas que trabalham fora de casa, que trabalham em empresas, no comércio com idade entre 20 e 59 anos de idade. Esse público foi escolhido porque pelos números de Ituporanga, essa faixa etária da população é a mais atingida”, comenta.

Geórgia diz ainda que embora uma boa parte da população infectada não tenha desenvolvido sintomas ou sentido formas leves da doença, essas pessoas são importantes meios de identificação de outros possíveis transmissores. “Quando a pessoa faz o teste rápido e é identificado que ela já tem os anticorpos da doença, e ela não apresenta sintoma, de acordo com a Organização Mundial da Saúde e de acordo também com o novo manual elaborado pela Secretaria de Estado da Saúde, não há mais a necessidade de isolamento dessa pessoa, porém isso é uma ferramenta importante para que a gente possa rastrear os seus contatos e identificar pessoas que estejam com síndrome gripal e que possam ser testadas através do teste PCR que identifica partículas do vírus na secreção nasal das pessoas. Dessa forma a gente tenta então bloquear a cadeia de transmissão, porque ficando em isolamento as pessoas com sintomas, a gente pode evitar que tenham contato com outras pessoas e que o vírus chegue a alguém que possa desenvolver a forma grave da doença”, explica.

Nas ruas, todos os dias, há pessoas que caminham sem o uso correto da máscara e até esquecem alguns cuidados, mas Geórgia afirma que os protocolos de prevenção continuam sendo muito importantes. “A gente faz um apelo à população de que a pandemia não acabou e na Europa já está iniciando uma segunda onda, novos surtos. No Brasil nós estamos na primeira onda e não baixa. Assim, a gente pede que as pessoas saiam de casa somente com necessidade. Quem precisa trabalhar, que vá ao trabalho com os cuidados, higienize as mãos, evite tocar a boca, nariz, olhos e evite aglomerações, já que o vírus se espalha em locais onde há muitas pessoas. Se for preciso conversar que mantenha a distância de 1,5 metro e sempre usando máscara”, alerta.

Com a pandemia, coisas simples do cotidiano, como um almoço em família ficaram mais difíceis e perigosas. A enfermeira chama a atenção para esse tipo de situação e diz que a contaminação pode sim ocorrer dentro de casa, com familiares. “Quem tem pessoas do grupo de risco em casa, seja idosos, diabéticos, gestantes, hipertensos ou com qualquer problema de saúde precisam cuidar também, evitar festas de família onde ficam todos juntos sem máscara porque ali pode haver pessoas com sintomas leves que passam despercebidos e transmitir o vírus para famílias inteiras”, completa.