Política
Foto: Jorge Matias/DAV

 

Luana Abreu

 

O prefeito de Rio do Sul, José Thomé (PSDB) reagiu às críticas do pré-candidato à majoritária rio-sulense Dionísio Tonet (PSL) que ao ser questionado sobre a avaliação do governo Thomé, disse que discordava de algumas ações do prefeito, defendeu mais diálogo com a comunidade e criticou o financiamento contraído pela administração para o pacote de obras Acelera Rio do Sul.

 

Para o programa, Thomé explica que os valores financiados foram de R$ 35 milhões e não de R$ 50 milhões como Tonet afirmou e que o poder de endividamento da prefeitura, através de financiamento, é de R$ 75 milhões. “Nós ainda podemos contrair mais R$ 40 milhões. Ele desconhece totalmente a nossa situação”, explica.

 

Com relação às obras, Thomé classificou todas como de extrema importância e nenhuma como eleitoreira. “Todas as obras são estratégicas. A Estrada Blumenau, por exemplo, é aguardada há 15 anos pela comunidade e há pelo menos oito anos existe um movimento para que ela saia do papel”, comenta.

 

A expectativa do prefeito é de que quando for iniciado o pagamento do financiamento que vai custear a revitalização, daqui a quatro anos, o desenvolvimento na região, proporcionado pela obra, será superior aos valores investidos.

 

Ele diz que também está contemplada no pacote, a construção de uma nova creche no Centro da cidade. A obra que vai custar cerca de R$ 3,3 milhões e será realizada com recursos próprios, vai criar 360 novas vagas para a educação infantil em Rio do Sul.

 

Gestão

 

Thomé explica que quando assumiu a gestão do Executivo, em 2017, a prefeitura tinha aproximadamente R$ 9 milhões em dívidas. “Hoje nós já temos dinheiro em caixa”, afirma. Ele fala também que o município ficou dois anos sem poder realizar obras e até mesmo fazer a aquisição de veículos por conta dessas dívidas. “A situação financeira da prefeitura não permitia isso. As contas de 2016 foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado e nós não tínhamos crédito para nada”, comenta.

 

Em entrevista ao DAV, Tonet havia afirmado que atualmente se vive um momento difícil nas contas públicas e que apesar de serem obras importantes, não acreditava que seria a melhor ocasião para contrair uma dívida desse tamanho. No entanto ao rebater as declarações, o prefeito ressaltou que hoje Rio do Sul é um dos municípios com menor percentual de gastos com folha de pagamento de Santa Catarina. “Nós reduzimos cargos comissionados e secretarias, enxugamos a máquina pública, aumentamos a receita e hoje, somos uma das cidades com maior número de abertura de empresas per capita do estado. Não acho que vivemos um mau momento”, diz.

 

Prazos

 

Thomé acredita que grande parte das obras do Pacote seja finalizada até o fim de seu mandato, em dezembro de 2020. A exceção deve ficar por conta da execução de obras de balizamento no aeroporto de Lontras. O trabalho está em fase de licitação e receberá investimentos de R$ 500 mil, possibilitando pousos e decolagens noturnas para transporte de pacientes e órgãos 24h.

 

Outras ressalvas são a substituição de lâmpadas da iluminação pública, que será um trabalho contínuo a ser realizado, em toda a área central do município; a revitalização da Alameda Bela Aliança e Ruas Princesa Isabel e Dom Pedro II, que inicia em 2020, além da nova ponte de concreto entre os bairros Navegantes e Bremer, que deve ser finalizada somente em 2021.

 

Operação Curupira

 

Grande parte das obras que serão realizadas pelo Acelera Rio do Sul necessitam de documentos e licenças ambientais, assunto que foi alvo de operação do Ministério Público de Santa Catarina. Thomé acredita que o fato não deve comprometer o andamento das obras. Ele conta que a promotoria de justiça orientou que houvesse paralisação nas obras da ponte entre os bairros Albertina e Bom Fim, para que as licenças ambientais pudessem ser colocadas em dia. “Nós estamos correndo contra o tempo para atender todas as regras da lei e burocracias para que isso, não atrapalhe no andamento de nenhuma obra”, argumenta.

 

Eleições 2020

 

Questionado sobre o seu futuro político depois de ser expulso pelo PSDB após declarar apoio à chapa de Gelson Merisio nas eleições de 2018 e ter a decisão revertida neste ano, Thomé revelou que a permanência na sigla ainda é incerta e que deve definir sua situação no início de 2020. “A decisão de permanecer ou não no partido tucano deve ser debatida com o deputado estadual Milton Hobus (PSD) e com o grupo que fez parte da coligação em 2016 quando fui eleito”.

 

Questionado se será ou não candidato à reeleição, Thomé afirma que essa não é uma de suas preocupações no momento. “Estou mais preocupado em dar andamento aos trabalhos que desenvolvemos nestes quase três anos”, comenta.

 

Ele também falou da sua aproximação com o MDB, partido que enfrentou diretamente no pleito eleitoral de 2016. “Nós conquistamos o respeito e a simpatia de quem é nossa oposição por conta do bom trabalho que estamos desenvolvendo. Isso pode ser importante se eu decidir ser candidato mais uma vez”, explica.