Cidade
Foto: Cláudia Pletsch

Cláudia Pletsch/DAV

Trabalhadores das empresas Ônibus Circular e Expresso Taioense que prestam serviços de transporte público em Rio do Sul devem entrar em greve a partir dessa segunda-feira (15). De acordo com o advogado do Sindicato dos Condutores de Veículos e Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas e Passageiros de Rio do Sul e Região (Sitrans), Sérgio Francisco Alves, a greve é motivada por um desacordo entre trabalhadores e empresas com relação a um acordo coletivo de trabalho que está em discussão desde abril do ano passado.

O advogado explica que no dia 5 de dezembro foi realizada uma assembleia da categoria para analisar uma contraproposta em relação ao acordo coletivo de trabalho que está em discussão desde abril do ano passado, essa proposta foi rejeitada pelos trabalhadores pois não atendia a todas as exigências. De acordo com os trabalhadores as equipes foram reduzidas por conta da pandemia, mas a demanda de trabalho aumentou pela diminuição no número de funcionários e em compensação não houve um aumento no valor pago, já que alguns trabalhadores estariam executando até mesmo duas funções.

Sérgio Francisco Alves explica ainda que uma nova proposta foi apresentada pela empresa e foi analisada em assembleia nesse dia 11, mas foi rejeitada por não atender as exigências mínimas. Na manhã dessa sexta-feira (12), o Ministério Público do Trabalho ofertou outra proposta que deve ser analisada pela assembleia do Sitrans e posteriormente pelas empresas, caso seja aceita por ambos os lados a greve não deve ocorrer. “Na manhã de hoje tivemos mais uma rodada de negociação com intervenção do Ministério Público do Trabalho e nessa negociação os pontos que estavam divergentes a empresa manteve, então nós mantivemos nossa posição de não aceitar a proposta e aí o Ministério Público do Trabalho lançou uma proposta alternativa que será levada até a assembleia hoje à noite, se essa proposta alternativa for aprovada pela categoria ela precisa ser aprovada pela empresa também pois é uma proposta do Ministério e não da empresa. Por isso em síntese a greve está mantida, a greve só será desfeita na eventualidade de essa proposta alternativa ser aprovada pela assembleia dos trabalhadores e posteriormente a empresa concordar com essa proposta, não havendo esse conjunto a greve vai acontecer”, finaliza.