Alto Vale
Foto: Cláudia Pletsch

Claudia Pletsch/DAV

Dos 10 trabalhadores que entraram em greve no dia 17 do último mês, seis ainda permanecem parados no centro de distribuição de Rio do Sul. Na última terça-feira (8), a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Kátia Arruda, por meio de despacho, marcou uma audiência de conciliação para a próxima sexta-feira 11 de setembro, às 15h, entre os trabalhadores dos Correios e a direção da empresa.

No último mês dos 26 colaboradores do centro de distribuição de Rio do Sul, 10 entraram em greve. A paralisação foi motivada, segundo Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect) por conta da revogação do atual Acordo Coletivo que estaria em vigência até 2021. Com essa revogação foram retiradas 70 cláusulas de benefícios aos trabalhadores dos correios, entre os benefícios retirados estão: 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais entre outros. Além disso, segundo a entidade, o descaso e negligência com a saúde e vida dos trabalhadores na pandemia da Covid-19 e a privatização dos Correios também é uma motivação para a greve.

Segundo Cristiano Dirksen que é um dos trabalhadores do Centro de Distribuição dos Correios em Rio do Sul, agora os colaboradores que permanecem parados aguardam até a decisão que deve ser tomada na reunião da próxima sexta. “Os trabalhadores em greve diminuíram um pouco pois a gente está em greve a gente não trabalha então tem descontos no salário, mas esses que estão parados podem voltar a greve amanhã ou depois, isso é uma coisa pessoal cada um vai decidir se volta ou não”, explica.

Segundo nota divulgada pela Fentect a orientação é para que os colaboradores continuem em greve até que tenham uma proposta de manutenção dos benefícios acordados anteriormente. “A greve continua forte e a Fentect orienta os sindicatos e trabalhadores continuarem intensificando enquanto não tivermos uma proposta de manutenção dos nossos direitos apontada no horizonte”.