Alto Vale
Foto: Helerna Marquardt/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

O Governo do Estado autorizou nesta semana a liberação do transporte coletivo intermunicipal urbano e rodoviário de passageiros, mas no Alto Vale o serviço está sendo retomado aos poucos. Em Rio do Sul o transporte coletivo permanece suspenso e o Executivo ainda discute a autorização de funcionamento com a empresa responsável. Já as linhas que vem de outras cidades estão liberadas, mas ainda não voltaram a funcionar normalmente.

Para que depende dos veículos para continuar trabalhando, a doença preocupa pelo risco a saúde física, mas a suspensão do transporte coletivo também impacta nas finanças, já que é preciso encontrar alternativas para chegar ao trabalho. A passadeira, Olga de Oliveira, que mora no bairro Barra e precisa vir até o Centro, relata que tem contratado junto com outras pessoas um veículo particular. “Ainda trabalho como passadeira de roupa e preciso pagar uma pessoa para me trazer. As vezes eu divido com mais pessoas do bairro, mas as vezes tenho que pagar a corrida sozinha. O transporte está fazendo muita falta”, relata.

De acordo com a Prefeitura de Rio do Sul, o Executo está se reunindo com a Ônibus Circular, que tem a concessão do serviço, para discutir a volta, mas por enquanto não há uma previsão para a retomada. A prefeitura alega ainda que em relação às linhas intermunicipais como por exemplo as de a Lontras ou Rio do Oeste para Rio do Sul, elas estão autorizadas já que essa liberação não depende de nenhum decreto municipal, somente do estadual. Já a empresa afirma que ainda não sabe quando o serviço será retomado entre as cidades.

Linhas intermunicipais suspensas na rodoviária

Independe da avaliação da matriz de indicadores de risco potencial por região, que enquadra o Alto Vale na situação gravíssima, a portaria do Governo abrange todo território catarinense e libera as linhas intermunicipais e interestaduais, mas ainda assim, permanece valendo a restrição de cada município e muitas cidades ainda não aceitam que os ônibus voltem a circular. Exemplo disso é que na Rodoviária de Rio do Sul somente algumas linhas interestaduais foram retomadas nesta terça-feira (25).

O funcionário da Auto Viação Catarinense, Mateus Mainchain conta que na empresa somente uma linhas foi retomada até o momento. “Voltou à linha para São Paulo que é disponibilizada as terças, quintas e domingo em apenas um horário e a linha para Curitiba tem saída todos os dias em apenas um horário”, esclarece.

A Penha anunciou a volta da rota com destino a Porto Alegre nas quartas, sextas e domingos e a Unesul retoma a uma linha para Campo Grande todos os dias em dois horários. Já a Viasul liberou a linha até Santa Maria três vezes por semana em apenas um horário. “O transporte para as linhas do estado deve voltar somente no dia 31 porque por enquanto muitas cidades ainda não liberaram acesso”, completa.

Volta com capacidade reduzida e normas sanitárias

Dentre as normas sanitárias publicadas por meio da portaria no DOE-SC, as empresas de transporte coletivo intermunicipal deverão manter a ocupação de até 50% da capacidade com os passageiros sentados intercaladamente; disponibilizar álcool 70% no interior dos veículos, fazer a desinfecção completa dos veículos ao término de cada viagem e orientar com frequência funcionários e passageiros sobre as medidas básicas de higienização e cuidados em prevenção à Covid-19.

As medidas para operação dos terminais rodoviários determinam que somente pessoas que irão viajar podem acessar o terminal; deve haver demarcação de distância de no mínimo 1,5 metro em locais de atendimento ao público, de filas no embarque e desembarque, nos assentos e nos pontos de ônibus; priorizar a comercialização de bilhetes de passagem por internet ou meios digitais; fixar cartazes com medidas básicas de higienização e cuidados em prevenção à Covid-19, entre outras.

As normas sanitárias também determinam o uso obrigatório de máscara por passageiros, motoristas e funcionários; a constante orientação para higienização e segurança dos colaboradores; capacitação dos funcionários, disponibilizar e exigir o uso dos EPI’s apropriados; priorizar o afastamento, sem prejuízo de salários, de colaboradores pertencentes ao grupo de risco; encaminhar imediatamente para teste qualquer colaborador que apresente sintomas de Covid-19 e afastá-lo pelo período mínimo de 14 dias e priorizar o trabalho remoto para os setores administrativos.