Alto Vale
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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Na Coordenadoria Regional de Educação de Ibirama, três escolas ainda não retomaram as aulas presenciais em 2021. Os colégios Orlando Bertolli e EEB Cecília Ax, em Presidente Getúlio, foram danificados pela enxurrada do ano passado e aguardam a conclusão de reformas, já a EEB Cecília Bertha Hildegard Cardoso, em Lontras, passa por reforma geral determinada pela justiça e o espaço alugado para que a unidade funcione temporariamente não foi totalmente adaptado para receber os estudantes.

Os cerca de 150 alunos da Escola de Educação Básica Cecília Bertha Hildegard Cardoso, em Lontras, vão estudar no Salão da Igreja da Comunidade de Santa Luzia, no Centro, mas como o local ainda não tem as divisórias para separação das salas, os estudantes continuam tendo aulas de forma remota e o ensino presencial ainda não tem data para ser retomado.

Segundo o diretor da unidade, Ivanio Carlos de Medeiros, diz que a burocracia do Estado tem tornado o processo mais demorado do que ele esperava. “Demorou para assinar o contrato, até aprovar as divisórias e orçamento é uma novela, pedem memorial descritivo, documento de entrega das chaves, mas infelizmente não aprovaram ainda as divisórias para fazer que é a única coisa que está faltando”, disse.
E

le comenta que tem feito todos os esforços para garantir que as aulas presenciais sejam retomadas o quanto antes, mas acaba sendo cobrado pelos pais sobre uma situação que não é de sua responsabilidade. “Fico no meio do fogo cruzado como diretor da escola porque os pais não entendem. Acredito que os alunos são sim prejudicados principalmente as séries iniciais, porque não tem o contato, aquela explicação mais de perto”, desabafa.
Sobre uma previsão para o início das aulas na unidade, a supervisora regional de Educação de Ibirama, Luci Lopes comenta que todo o processo já está bem encaminhado e ela acredita que o orçamento das divisórias seja aprovado nos próximos dias. “Só estamos aguardando a Sed liberar para fazer as divisórias das salas de aula”.

A reforma da escola, que fica à margem da BR-470 na comunidade de Salto Pilão, foi alvo de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público. O promotor de Justiça, Eduardo Chinato Ribeiro, da 1ª Promotoria de Justiça de Rio do Sul, havia apontado que a instituição tem inúmeras irregularidades e deficiências, como paredes afetadas pela umidade, banheiros danificados e interditados para uso, paredes com rachaduras, goteiras e calhas danificadas – situações que precisam ser resolvidas imediatamente para garantir condições de salubridade para alunos, professores e demais funcionários da escola.

Na decisão, em agosto de 2019, o juizado da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Rio do Sul, considerou que as provas contidas na ação do Ministério Público demonstraram que a estrutura física da escola comprometia a segurança, a integridade física e a saúde dos alunos, funcionários e demais frequentadores do estabelecimento e condenou o Estado a fazer as reformas necessárias na estrutura e resolver a questão sanitária em 180 dias, sob pena de sequestro dos valores. O prazo venceu em fevereiro do ano passado, mas os trabalhos começaram somente em dezembro de 2020.
O investimento para a reforma que começou há alguns meses é de mais de R$ 2,4 milhões. O prazo de execução estipulado pelo contrato é de um ano.

Escolas atingidas pela enxurrada

Em Presidente Getúlio as escolas Orlando Bertolli e Cecília Ax foram danificadas pela enxurrada e precisam passar por reformas para voltar a receber os estudantes. Nas unidades a abertura só será possível após o fim de processos burocráticos para a conclusão das obras.

Luci comenta que a EEB Orlando Bertolli foi interditada pela Defesa Civil, mas o contrato para a reforma já foi assinado e eles aguardam apenas a Ordem de Serviço para que a empresa comece os trabalhos. O investimento no local será de cerca de R$ 195 mil para diversas melhorias. “Lá acreditamos que ainda leve uns dois meses para concluir tudo e enquanto isso os alunos seguem com aulas remotas”.

Já na Cecília Ax os trabalhos estão mais adiantados. Eles começaram há algum tempo e as salas de aula já estão prontas faltando apenas o muro e outras reformas menores. Nessa unidade o investimento é de aproximadamente R$ 196 mil e segundo Luci as aulas presenciais devem retornar em aproximadamente 15 dias.