Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Em Trombudo Central, um projeto financiado pelo Fundo da Infância e Adolescência (FIA) está atendendo cerca de 60 crianças encaminhadas pela Secretaria de Assistência Social, no bairro Bracatinga II. A intenção é proporcionar práticas esportivas, educativas e trabalhar questões sociais através do serviço de convivência.

O projeto foi intermediado pelo Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente (CMDCA) e executa atividades em parceria com a Secretaria de Educação, Cultura e Departamento de Esportes. Os atendimentos estão sendo feitos no novo Centro Social, de segunda a sexta-feira e além de atividades proporcionam às crianças e adolescentes pelo menos duas refeições por turno.

O secretário da Assistência Social e Habitação, Vitor Kniess, explica que os atendimentos são para aqueles que estão vinculados aos serviços da Secretaria e que estão na proteção social básica ou média complexidade. Quem estuda no período matutino frequenta o Centro à tarde e quem estuda no período vespertino frequenta o Centro de manhã.

“É um projeto que não funciona como escola contraturno, não tem essa função educacional. Todas as atividades são voltadas ao convívio social, relações interpessoais, inclusão social, inclusão e atendimento das políticas municipais voltadas às crianças e adolescentes. Temos questões de cidadania, meio ambiente, datas comemorativas, temas voltados ao social”, explica.

O secretário ainda comenta que o projeto é importante não apenas para as pessoas do bairro e sim para todo o município. Seria uma forma de oferecer aos pais e responsáveis, tranquilidade, já que os filhos ficam sob responsabilidade de profissionais.

“É um trabalho novo, um projeto grande e diferenciado que vem a beneficiar todas as crianças, adolescentes e famílias. Estamos felizes com o projeto e agradecemos o trabalho em rede feito pelas três secretarias e temos todas essas questões de trabalhar com as crianças para que elas possam ocupar esse tempo ocioso. Os pais ficam tranquilos porque estão em um local adequado, com profissionais capacitados”, avalia.

As atividades são pensadas para crianças entre 6 e 12 anos e também para adolescentes que participam do atendimento de convivência e fortalecimento de vínculos uma vez na semana. “As crianças que frequentam o Centro Social de manhã, elas ficam no ponto de ônibus do transporte escolar que as leva até o Centro. Em seguida tomam café da manhã, fazem as atividades, almoçam e vão direto para a escola. Quem frequenta o Centro Social à tarde sai da escola e já almoça no Centro, faz atividades, elas tomam café da tarde e depois retornam para suas casas”, esclarece.

Além de estimular a convivência social e tratar de direitos e deveres, as crianças também recebem reforço escolar, fazem aulas de dança, praticam esportes e participam de brincadeiras. Vitor Kniess ressalta que são vários profissionais envolvidos no projeto.

“A parte da Educação ficou com a pedagoga Tânia que desenvolve reforço escolar, tarefas, parte neural pedagógica, sob coordenação da secretária de Educação, que também cedeu duas merendeiras para lá. Através da cultura trabalham as professoras de dança Letícia e Raquel, que também são responsáveis pela parte recreativa, sob coordenação do Deivid, da Cultura. Trabalha-se também modalidades esportivas, brincadeiras, parte recreativa, o lúdico, com o educador físico Rodrigo. E sob coordenação da Assistência Social está a orientadora Ana Lúcia”, acrescenta.

Vitor ainda explica que até o momento o nome dado ao local é Centro Social, mas que o espaço com várias salas, quadras de futebol e basquete, refeitório, cozinha, banheiros e parquinho deve passar por um processo para escolha de um novo nome.