Política
Foto: Jorge Matias/DAV

 

Luana Abreu

 

Neste sábado (07) a União das Câmaras de Vereadores do Alto Vale do Itajaí (Ucavi) vai escolher sua nova diretoria para 2020. Quase que de forma inédita, desta vez o processo pode ter duas chapas, uma encabeçada pelo vereador de Lontras, Glauco Kuhl (PL), e a outra pela vereadora de Chapadão do Lageado, Cléia Freitas (PT). As duas frentes ainda estão em conversação para decidir se haverá realmente a disputa ou a definição será por aclamação, como foi em anos anteriores.

 

A proposta de Kuhl, caso eleito, é fortalecer e valorizar o trabalho realizado pelos vereadores e servidores das Câmaras de Vereadores do Alto Vale, fazendo com que eles apresentem os resultados dos cursos de capacitação oferecidos pela entidade. “Hoje existem diversos cursos e capacitações gratuitos que resultam em ganho para a cidade a qual o vereador representa. A legislação muda muito e é importante que todos estejam capacitados para executar as leis”, comenta.

 

As cheias no Alto Vale e a situação da BR-470 também serão assuntos que continuarão ganhando destaque na Ucavi. “Com relação às enchentes, eu tenho consciência de que não temos condições de acabar com elas de uma vez por todas, mas nós podemos sim diminuir os impactos na vida das pessoas. Sobre a BR-470, nós vamos continuar cobrando, como já vem sendo feito, dos nossos deputados e senadores que representam a nossa região para trazer soluções para essa rodovia”, pontua.

 

A expectativa de Glauco, caso tenha a oportunidade de assumir a União, é de que possa se mudar para a nova sede ainda em 2020. Ele avaliou de forma positiva a parceria entre Amavi, Ucavi e Câmara de Vereadores de Rio do Sul para erguer a nova estrutura. “De uma forma ou de outra, vai ser muito positivo para todos nós. Acredito que vá gerar economia já que estaremos todos no mesmo lugar”, explica.

 

O vereador acredita que não enfrentará dificuldades para administrar a União mesmo com o período eleitoral. “Não almejo nenhum cargo político. Não serei candidato à reeleição, nem de prefeito ou vice. Se for eleito, vou poder administrar tudo de forma tranquila”, afirma.

 

A presidência da Ucavi foi definida por meio de um acordo firmado em 2016. Houve um revezamento entre os partidos com maiores bancadas nos três primeiros anos, e por um representante dos menores partidos no último ano. O primeiro ano teve um presidente do PMDB, o segundo do PP, terceiro com o PSD e a disputa agora é entre PL e PT. “Nós já estamos há pelo menos dois meses em negociação com os partidos para poder fazer as melhores escolhas e contemplar todas as microrregiões do Alto Vale”, comenta.