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Reportagem Helena Marquardt/DAV

Não é exagero dizer que a vida de uma mulher ganha um novo significado quando ela se torna mãe. Para muitas essa fase é marcada pela superação de dificuldades, medo e momentos únicos, mas a unanimidade é que apesar de todos os desafios de criar um filho, ou vários, o amor materno é o sentimento mais forte do mundo e torna cada segundo especial. Edilaine Novaes, de Mirim Doce, sabe bem disso e tem uma história única com a maternidade, afinal teve três filhos e todos nasceram em meio a tragédias como as enchentes, mas ela é um dos  exemplos de perseverança e carinho na difícil e gratificante função de mãe.

A autônoma conta que sempre foi apaixonada por crianças e quando pensava no futuro não se imaginava de forma diferente, senão sendo mãe. Hoje a moradora de Mirim Doce. Hoje a moradora de mirim Doce pode dizer com orgulho que realizou o sonho, e de forma tripla. Ela é mãe de três meninos de nove, quatro, e apenas um mês e não descarta a possibilidade de tentar uma menina.

Edilaine cursou a faculdade de jornalismo e lembra que ainda na graduação escutava o planejamento dos colegas sonhando com carreiras internacionais e os mais diversos postos de trabalho, mas desde lá a única certeza que tinha é que gostaria de ser mãe.  “Sempre admirei as mães e nunca me passou pela cabeça um futuro com uma carreira profissional bem sucedida e não senso mãe. Nas rodas de conversa um dizia quero ser isso, o outro aquilo, mas eu sempre quis uma casa, um lar para cuidar e filhos”, ressalta.

Ainda na faculdade ela conheceu o marido Marcelo, juntou as escovas de dente e engravidou do primeiro filho. Os estudos foram deixados de lado, mas ela garante que se sentiu completa ao realizar o sonho de ser mãe, o que aconteceu em plena enchente de 2011. “Estava quase ganhando bebê e fomos surpreendidos pela enchente que deixou tudo debaixo da água. Foi um momento dramático, mas na verdade foi um recomeço. Minha sorte foi que o enxoval estava guardado nas partes mais altas da casa da minha sogra e da minha mãe e dias depois quando fui para o hospital ainda tinha tudo. No dia que o Davi nasceu também lembro que um assassino entrou numa escola em Realengo e matou 12 crianças. Com meu filho nos braços imaginava a dor das mães que haviam perdido os seus de forma tão cruel. Era um misto de alegria e tristeza.”

Quatro anos após a chegada do primogênito a família aumentou com o nascimento de Jacob, que também veio ao mundo na enchente, só que em 2015. Assim com o no parto do primeiro filho, meu marido que era caminhoneiro, também estava na estrada trabalhando. O carro da saúde me buscou. Passamos pela BR já com água, mas no fim deu tudo certo”, lembra.

Passados mais quatro anos o desejo de ser mãe novamente foi mais forte e a autônoma  começou a planejar a terceira gravidez . A confirmação veio meses mais tarde e Caleb nasceu no dia 27 de abril desse ano em meio a pandemia do coronavírus. “Parece uma contradição porque o nascimento dos meus três filhos foram marcados por tragédias, mas também por muita alegria. Agora vou esperar mais um pouco e ainda tentar uma menina, mas me sinto totalmente realizada sendo mãe ”, finaliza.