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Foto: Minda Rogofski/Divulgação

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Ela convive com uma doença grave há cerca de 10 anos e atualmente está na cama e tem dificuldade para se comunicar. A rio-sulense Maria de Fátima dos Santos Linhares, a Fatinha como é conhecida, foi diagnosticada com Esclerose Lateral Amiotrófica, a chamada ELA, mas  supera todos os desafios  impostos pela doença  com resiliência e não perde a vontade viver. Para comemorar seus 65 anos, que serão completados na segunda-feira (10) a família resolveu fazer um ensaio fotográfico com tudo que tem direito, desde roupas especiais até maquiagem e acessórios. O resultado foi postado nas redes sociais e vêm emocionando muita gente.

A filha de Fatinha, a advogada Fabiana Linhares conta como surgiu a ideia do ensaio. “A minha mãe me disse recentemente que ela estava se sentindo feia. Então depois dessa pandemia fiquei pensando que em virtude da situação não podíamos fazer nenhuma festa, mas no aniversário dela eu quis muito que ela se sentisse bonita, valorizada, então veio a ideia do ensaio que retratou também algumas atividades possíveis que fizemos com ela ao longo dos anos. Ela amou e se sentiu valorizada”, conta.

Algumas fotos foram publicadas nas redes sociais e estão emocionando internautas e lembrando que a vida pode ser bonita independente das dificuldades enfrentadas por cada um.  As imagens também retratam o exemplo da rio-sulense que convive com a Esclerose Lateral Amiotrófica.“A força, a dedicação e a resiliência dela diante da rotina que suporta todos os dias para se manter viva são extraordinárias e por que não mostrar a ela que de fato ela tem uma pele muito bonita, olhos que expressam coisas lindas embora ela não tenha volume de voz. Ela compreende e escuta normalmente, só não consegue falar”, completa.

A advogada finaliza dizendo que o caso de Fátima também pode inspirar outras famílias a terem orgulhos e não esconderem os seus doentes. “As famílias, muitas vezes, não por mal, escondem seus doentes e acredito que precisamos construir uma sociedade onde eles não tenham vergonha de se expor mesmo que usem um aparelho para caminhar, para enxergar e por que não um cano para respirar como minha mãe”, conclui.