Alto Vale
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Depois de quase 10 anos pronta e em funcionamento desde 2017, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dr. Waldomiro Colautti, em Ibirama, começou nesta segunda-feira (03) a operar com sua capacidade máxima. Os quatro leitos que ainda estavam desativados pela falta de profissionais, já estão à disposição da população.

 

Segundo o diretor da unidade, Roberto Ferrari, a Secretaria de Estado da Saúde deu início à contratação de 11 técnicos de enfermagem no fim de 2019, mas só agora esse processo, assim como os treinamentos necessários, foram concluídos.

“Tivemos algumas demissões de profissionais que não se encaixaram no perfil que precisamos para atuar aqui. De dezembro para cá, foram feitas recontratações de pelo menos quatro dessas 11 novas vagas, por conta de pessoas que não tinham a característica que estávamos esperando”, explica.

 

Conforme Ferrari, a contratação destes novos profissionais vai impactar num incremento de pelo menos R$ 100 mil nas contas do hospital, passando de R$ 500 mil para R$ 600 mil, mas isso contribui de maneira significativa para a redução de espera de vagas em UTIs em todo o estado, especialmente no Vale do Itajaí.

“Há uma central de coordenação de vagas em Blumenau e num primeiro momento, os leitos são para pacientes da nossa região, do Vale do Itajaí. Mas se alguém precisa de tratamento, mesmo sendo de fora daqui, recebemos pacientes de todo o estado”, explica.

 

O custeio da UTI é de responsabilidade do Governo do Estado e do Sistema Único de Saúde (SUS), 40% e 60% respectivamente.

 

O diretor adianta também que 2020 deve ter outras novidades no HDWC. Além dos leitos da UTI que começaram a receber pacientes, o Hospital Dr Waldomiro Collauti espera oferecer novas especialidades médicas, como Urologia, além de exames como a endoscopia e colonoscopia.

“Estes são alguns dos projetos que temos para 2020. Estamos buscando outras especialidades mas que ainda não podemos anunciar”, comenta Ferrari.

 

Inauguração

 

A UTI custou ao Governo do Estado de mais de R$ 3,2 milhões, e foi motivo de protestos porque a estrutura física foi inaugurada em dezembro de 2010, mas só sete anos depois entrou, de fato, em funcionamento com apenas seis dos 10 leitos. Ao todo mais de 60 profissionais trabalham na unidade.