Alto Vale
Foto: Bruna May

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

O vereador Feliciano José Paes (MDB), de Ituporanga, pediu há alguns dias, a implementação da educação financeira como disciplina curricular obrigatória na rede municipal de ensino. Para ele, o aprendizado é importante e visa auxiliar na construção da realidade na sociedade.

Para Netto, como é conhecido o vereador, os temas precisam ser debatidos em sala de aula a fim de ensinar o adolescente a ter responsabilidades com a vida pessoal e coletiva.

“Apresentei a indicação de forma integrada e transversal nas disciplinas curriculares obrigatórias do município. Segundo o MEC, os temas transversais, na educação, estão voltados para compreensão e construção de uma realidade social dos direitos e responsabilidades relacionadas à vida social e coletiva dos alunos”, explica.

O vereador explica que a ideia da indicação veio após a criação do programa de educação financeira, lançado pelo MEC. Para ele, tal iniciativa faz com que o aluno cresça, assim como o universo educacional.

“O MEC lançou um programa de educação financeira nas escolas em agosto de 2021 e esse programa oferece formação gratuita aos professores, formação continuada sobre educação financeira e então temos essa possibilidade porque o próprio MEC oferece o suporte. Parte de o município criar uma grade curricular que possa desenvolver essas ações”.

Ele diz ainda que a disciplina promove uma série de benefícios na vida dos alunos e que faz diferença na hora de tomar decisões importantes, sobretudo nesse período de pandemia e no pós-pandemia para ensinar os alunos a administrarem seus recursos.

“Quando se ensina aos alunos da escola integrada a praticar o consumo consciente, a administrar seus recursos contribui-se para uma formação financeira mais ampla e equilibrada. A conscientização que se busca ao ensinar crianças e adolescentes a consumir de forma consciente, a poupar recursos e a investir, consiste em mostrar ao aluno de qualquer classe social, que é possível alcançar uma situação financeira equilibrada e sólida, que lhe permita empreender, manter-se adimplente com o município e fomentar o avanço financeiro de seu grupo familiar, dando-lhe dignidade social e financeira e tornando-lhe possível romper com a impossibilidade de ascensão econômico-financeira”, completa.