Alto Vale
Foto: Elisiane Maciel/DAV

O vereador de Taió, Valdecir João da Cruz (PR), popular “Capilé”, apresentou um anteprojeto de lei que beneficiará os fumicultores. A ideia é de que as empresas fumageiras sejam obrigadas a emitir a nota fiscal já na casa do agricultor, na hora que o fumo for transportado para a empresa. Outro objetivo do anteprojeto de lei em questão é inserir a participação dos agricultores no processo de classificação.

Segundo ele, havia reivindicação de produtores da cidade em relação à classificação do fumo e do momento da comercialização. “Também fui fumicultor, sei como é esse procedimento, na hora da classificação as empresas vetam os produtores, o que causa depreciação do produto”, comenta o vereador.

De acordo com ele, as empresas fumageiras possuem orientadores que atendem os produtores nas propriedades, auxiliando na semeadura, início do plantio, colheita, secagem e já orientam em como a qualidade da cor do fumo deverá ser no ano para o mercado. “Queremos que o orientador tenha o conhecimento necessário para avaliar a escolha do fumo na propriedade do agricultor. Se a escolha não agradar o fumicultor, ele não terá o custo do deslocamento até a fumageira e nem o risco de trazer o produto de volta para casa”.

Capilé disse que é frequente a situação de que, no ato da entrega, o fumo que já tenha sido considerado de boa ou média qualidade, passa contrariado à orientação técnica e é considerado de qualidade inferior, muitas vezes reduzido em até 40% do valor.

“Muitas vezes o produtor se dedica o ano todo para que o produto seja valorizado na hora da venda. Ele faz todo o processo do início até a secagem, quando prepara o fumo até levar à empresa, tem que se deslocar da propriedade e ir para outras cidades. E muitas vezes esse produto chega lá e as fumageiras não valorizam de acordo como deveria ser valorizado. Então o produtor acaba ficando sem opção, pois para trazer o produto de volta há muito transtorno e o produto vai perdendo a qualidade no transporte com umidade”, enfatiza Capilé.

Além disso, o vereador sugere nesse anteprojeto que a empresa compradora forneça ao produtor rural a nota do romaneio já na propriedade dele, antes da saída do fumo. Nesta nota deverá constar o número de fardos, peso, data do recebimento do produto e a pré-classificação do fumo. “É preciso estabelecer regras permanentes que ofereçam garantias aos fumicultores em relação à classificação do produto. O agricultor participará da classificação, pois a mesma será feita no galpão do agricultor”, completa o vereador.

Na última sessão o anteprojeto foi enviado ao Executivo, para análise da legalidade. Se for aprovada, essa Lei contemplará o município de Taió para a valorização dos produtores.

Elisiane Maciel