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Foto: Cláudia Pletsch

Cláudia Pletsch/DAV

Eleito com 785 votos no dia 15 de novembro do ano passado, Cláudio Azevedo da Silva (DEM) é o único vereador voluntário na Câmara de Rio do Sul e promete utilizar seu cargo para beneficiar principalmente a área cultural. Muito satisfeito com a composição do Legislativo este ano, o advogado falou em entrevista ao DAV sobre os principais trabalhos que já realizou e o que deve colocar em prática nos próximos meses.

Entre as principais atividades desenvolvidas pelos vereadores nesse primeiro mês está a capacitação e análise de propostas do Executivo, e nesse sentido o vereador garante que todos os colegas trabalham juntos. Cláudio demonstra bastante satisfação com a composição da Câmara e revela que cada um dos vereadores escolheu atuar em uma área específica por formação ou por atuação dentro da comunidade, com ele não é diferente e por isso escolheu dar um olhar especial para a cultura. “Nós estamos com uma câmara muito unida, os 10 vereadores conseguiram independentemente de bandeiras partidárias se agrupar de uma forma para beneficiar a sociedade mesmo. Então nós temos vereadores hoje mais voltados para o esporte, outros voltados mais para a saúde, outros para educação, obras, e eu quero me dedicar já que estamos trabalhando todos juntos sem vaidades e sem pretensões, para a cultura. Já trabalhei com pessoas da cultura, pessoas muito próximas da gente, pessoas de minha confiança que eu tenho um convívio muito bom e quero dar uma atenção especial, pois acho que a cultura merece e tem um papel fundamental na vida do cidadão pois sem cultura a gente não consegue evoluir”, comenta.

Sobre propostas para essa área Cláudio garante que já existem projetos sendo desenvolvidos e que em breve deve se reunir com a comissão de cultura do município para entender as necessidades que existem dentro de Rio do Sul. Segundo ele, antes de colocar qualquer projeto em votação deve ser comprovada a relevância para a comunidade. “No momento a gente está efetivamente trabalhando nos projetos que estão vindo do executivo. Existem alguns projetos que já estão sendo desenvolvidos, dois pelo menos que já estarão vindo muito em breve, mas estamos em estudo de viabilidade e confecção ainda”, revela.

Sobre as demandas de fiscalização, o vereador diz que desde o primeiro dia de mandato houveram muitos pedidos, e comenta sobre a verdadeira função do vereador. “Já recebi bastante pedidos e inclusive que extrapolam a função do vereador, tem pessoas por exemplo que me fizeram pedidos de botijão de gás. Eu entrei como vereador voluntário, levantei essa bandeira para dar continuidade ao trabalho do vereador Marcos Sávio Zanella justamente para tentar mudar de alguma forma a consciência do eleitor, para ele entender qual a função exata do vereador, todos os pedidos que vierem eu vou atender e essa pessoa eu fiz o encaminhamento para a Assistência Social”, conta.

Sobre a vontade de entrar para a política como voluntário, o vereador diz que sua experiência e formação poderia ser útil para a comunidade, e por isso resolveu concorrer ao Legislativo, além disso ele diz que com o olhar crítico pode ajudar a escolher o que realmente é essencial para a sociedade. “Eu sou advogado, minha formação é nas ciências jurídicas, então de que forma que eu posso mais ajudar hoje uma comunidade? Eu vejo hoje que eu posso ajudar sim sendo um vereador voluntário, abrindo mão do salário para contribuir com a sociedade. Eu sei que as pessoas as vezes não entendem muito isso de trabalhar gratuitamente, mas veja só, o presidente da Apae trabalha tanto quanto um vereador e não recebe nada. O presidente do Lar da Menina, o Hospital Regional e tantas outras fundações, associações e até o presidente de bairro”, justifica.