Alto Vale
Foto: Divulgação

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Após conversas com o prefeito Gervásio Maciel, em busca de ajuda para a Associação Beneficente de Apoio aos Portadores de Câncer de Ituporanga, a vereadora Angela Machado (PP) solicitou a aprovação dos colegas para um Projeto de Lei do Executivo que ainda entrará no Legislativo sobre um repasse mensal para auxiliar em despesas dessa instituição.

Segundo ela, o prefeito teria feito a proposta de criar um Projeto de Lei destinando R$1.500 mensais por dois anos para a Associação. O valor ajudaria no aluguel do espaço que utilizam para fazer o atendimento, bem como pagamento de outras despesas. “As mulheres da Associação do câncer nos procuraram para pedir uma ajuda, um auxílio para pagar o aluguel porque hoje em dia, para conseguirmos pessoas que se doam para trabalhar voluntariamente, como elas na Associação do câncer, é complicado. O  mínimo que a gente poderia fazer é dar essa ajuda de custo para elas na questão de pagar o aluguel que custa em média R$1.100, mais luz e água”, conta.

Ela ainda destaca que o trabalho desenvolvido pela instituição faz com que dezenas de pessoas sejam acolhidas em momentos de dificuldades e que o trabalho voluntário desenvolvido por lá é motivo de orgulho. “Elas se doam, vendem calçados, roupas que a gente acaba doando, tudo por um preço bem acessível e a intenção delas é com essa renda poder ajudar as mulheres com câncer a comprar medicamentos, coisas necessárias. Então se elas conseguissem esse aluguel seria maravilhoso, e o Sr. Gervásio vai nos escutar, nós ficamos muito felizes com isso. Até o vereador Marcelo Machado foi junto com a gente lá e eu vou brigar para que enquanto estivermos ali, nesses quatro anos, a gente doe esse valor. Para acharmos corações que se doam verdadeiramente sem querer nada em troca é difícil, eles estão lá em busca de dar amor e ajudar pessoas que estão necessitadas”, afirma.

De acordo com a presidente da Associação, Alvacir Maria Gráh Garcia, o valor é muito importante e vai proporcionar otimização do dinheiro arrecadado com o brechó, por exemplo.” Não é fácil vender peças de roupas a R$2, R$3, R$5 porque para juntar dinheiro é difícil. É um trabalho de formiguinha. Ajudamos muitas pessoas com fraldas, medicamentos, suplementos especiais para quem não consegue mais comer e uma lata que custa mais de R$60 dá para apenas dois ou três dias. A gente também ajuda com exames de laboratório e estamos pedindo ajuda porque é difícil manter tudo. Esse valor que gastamos com a aluguel poderíamos usar para fazer doações para as pessoas”, esclarece.

Além disso, Alvacir conta que são disponibilizadas perucas para mulheres que perdem o cabelo, de forma gratuita. “A gente também tem gratuitamente aquelas luvas para pessoas que retiraram a mama, doamos gorros, temos também perucas que emprestamos, tudo através doação de cabelo e de uma senhora que manda fazer para a gente. São pequenas coisas que fazem a diferença”, completa.

Alvacir destaca a importância do trabalho voluntário que por muitas coloca sorrisos nos rostos das pessoas e serve como esperança para quem precisa. “Agora não por causa da pandemia, mas nós fazíamos visitas, conversávamos e era incrível ver a felicidade delas. Só quem já passou por isso sabe o quão difícil é essa luta. Eu já passei duas vezes por esse câncer, Deus me deixou aqui porque tenho uma missão, então eu abraço essa causa. Muitas vezes tenho vontade de desistir pelas dificuldades, mas se ter a doença já é difícil, imagina sem recursos”, avalia.

O trabalho da Associação surgiu há 12 anos e desde então são feitas rifas, bingos e outras ações para arrecadar dinheiro. Ela conta que são cerca de 30 voluntárias, mas que com as dificuldades e riscos trazidos pela pandemia esse número está muito reduzido e que não há o que fazer.