Alto Vale
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Reportagem: Cláudia Plestch/DAV

O vice-prefeito eleito no município de Santa Terezinha, Israel Olegário Moreira (MDB), tomará posse na próxima segunda-feira (15) em ato simbólico na Câmara de Vereadores durante Sessão Ordinária. O político não recebeu a posse no dia 1º de janeiro pois estava internado na UTI do Hospital OASE em Timbó em tratamento contra a Covid-19.

Ele foi eleito junto com o prefeito Genir Antonio Junckes em 2020, mas não pode assumir o Executivo. Agora, ainda em recuperação o médico relata que espera trabalhar no intermédio entre Executivo e Legislativo. “Espero servir de intermediário entre o chefe do Executivo e os vereadores para ajudar na aprovação de projetos que são importantes para a população. Esse intermédio é importante pois o Genir é o meu parceiro de partido que é o MDB e os vereadores eu tenho uma aproximação pessoal afetiva e de amizade com eles”, avalia.

Sobre os 33 dias que passou internado na UTI o profissional da saúde relata momentos muito difíceis e conta como foi desenganado pelos médicos. “Foi muito grave o meu quadro e fui até desenganado por alguns médicos, mas foram muitas orações, muitos amigos e parentes oraram a Deus pedindo pela minha recuperação. O que acontece é que a Covid deixou algumas sequelas e a minha sequela é uma lesão de nervo que dificulta para caminhar. Apesar de tudo eu não me incomodo muito pois a lesão neurológica central é muito pior. A recuperação é lenta e por enquanto vou trabalhar em casa até receber a segunda dose da vacina para evitar que eu pegue de novo pois se eu chegar a pegar posso vir a óbito”, relata.
Dos 33 dias em que esteve internado na UTI, 20 dias passou em coma induzido e dos quatro exames para diagnosticar a doença apenas um deu resultado positivo.

A recuperação é lenta e Israel relata que chegou a perder as forças nos braços e pernas, mas hoje já consegue caminhar com ajuda e apenas a lesão que ficou na perna direita deve ser tratada.

Sobre a gravidade da doença o vice-prefeito fala como médico e diz que com apenas 42 anos teve um quadro grave, o que muitas vezes é ignorado pelos mais jovens. Ele pede também a conscientização da população que é essencial para frear o número de casos e mortes. “Uma opinião minha médica é que essa doença mataria mais que a gripe espanhola que matou mais de 50 milhões de pessoas logo depois da primeira guerra mundial pois naquela época não existia essa medicina avançada, não existia antibiótico, entubação e vacina. Hoje nós temos tudo isso para salvar vidas e mesmo assim tantas pessoas estão morrendo. A conscientização é importante principalmente pela parte dos jovens, que eles tenham noção do perigo”, finaliza.