Política
Foto: Arquivo/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

O vice-prefeito de Rio do Sul, Paulo Cunha, protocolou um ofício nesta sexta-feira (2) comunicando que não pretende assumir o Executivo, caso o prefeito tenha a intenção de se licenciar para se dedicar exclusivamente à campanha eleitoral. A justificativa seria a demanda de trabalho em seu consultório.

“Estou com muitos pacientes agendados até novembro no meu consultório e não vou desmarcar essas consultas para assumir a prefeitura por 15 dias, porque seria injusto com essas pessoas. Tenho pacientes que vem de São Paulo para consultar comigo”, afirmou em entrevista ao DAV.

Até a convenção Paulo Cunha era um dos nomes mais cotados para compor a chapa ao lado de José Thomé, mas acabou perdendo espaço com a vinda do MDB para a coligação, que lançou o nome de Karla Fernando Bastos Miguel como candidata a vice-prefeita. Cunha diz no entanto, que o ofício nada tem a ver com a mudança.  “De forma nenhuma, só não posso assumir agora por motivos particulares meus. Acho que é justa a reivindicação do Thomé porque assim não dá uma conotação que ele está usando a máquina pública para angariar votos, mas que assuma o presidente da Câmara”, finalizou.

Já o presidente da Câmara,  Fernando César Souza, do MDB, afirmou que também não poderia assumir o Executivo durante o licenciamento do prefeito porque também é candidato a vereador. Questionado sobre quem ocuparia o cargo interinamente ele afirmou que nesse caso seria assumida pelo procurador jurídico do Município.

Procurado para comentar o assunto, o prefeito José Thomé informou através de sua assessoria de imprensa que no momento ainda não há uma definição se vai ou não se licenciar alguns dias durante o período eleitoral.