Alto Vale
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Mesmo com a chegada do outono e as temperaturas mais amenas, os índices de focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, tem sido altos em Santa Catarina. Em Ibirama, a Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância em Saúde, intensifica o monitoramento das armadilhas espalhadas por diversos pontos do município. Desde janeiro de 2022, foram registrados 19 focos do mosquito, nos bairros Centro, Nova Stettin, Bela Vista, Ponto Chic e 25 de Julho. Não há registro de pacientes com a doença, este ano.

Conforme o agente de Combate às Endemias, Cassiano André Isolani, a partir da identificação do foco é definida uma delimitação de de raio de 300 metros. “É feita toda a varredura neste espaço delimitado para verificar se outros focos são encontrados, pois este é o raio de alcance do mosquito”, destacou.

Atualmente Ibirama possui 100 armadilhas instaladas em 12 pontos estratégicos, os quais são monitorados constantemente, com objetivo de descobrir focos do mosquito, destruir e evitar a formação de criadouros e impedir a reprodução dos mesmos.

A secretária de Saúde de Ibirama, Izabel Petersen, explica que a análise desses materiais é mais rápida devido a implantação do laboratório próprio de endemias. “Há mais de três anos estamos com este novo espaço em funcionamento, o que tem garantido mais qualidade no monitoramento. Porém, é fundamental que a população nos ajude tomando as medidas de precaução necessárias, pois a dengue é uma doença grave e pode matar”.

Cuidados para prevenir a dengue

Entre as principais orientações, evitar o acúmulo de água parada em vasos de flores, garrafas, pneus, entre outros objetos. “O mosquito tem que estar contaminado para transmitir a doença. Mas fica o alerta para as pessoas cuidarem em suas casas com o acumulo de água, como água da chuva em cascas de palmeiras ou bromélias, ou em outros reservatórios naturais”, explicou o diretor da Vigilância Sanitária, Rafael Reinicke.

Isolani explica que nos locais onde são verificados focos, os moradores são orientados a tomarem as medidas necessárias para solução do problema. “Fazemos todas as orientações necessárias. Em caso de desobediência, acionamos a Vigilância Sanitária que fará a autuação ou notificação do local”, finalizou.