Alto Vale
Foto: Arquivo DAV

Reportagem: Cláudia Pletsch/DAV

Os voos noturnos no Aeroporto Helmuth Baungartem de Lontras terão que ficar para 2021. Isso porque as obras ainda não foram totalmente finalizadas e um dos equipamentos, o farol rotativo, que é necessário para o funcionamento do local e para a aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está faltando. A prefeitura de Rio do Sul deve lançar nos próximos dias o edital com a nova licitação no valor inicial de R$ 130 mil para compra e instalação do farol que será comprado com recursos próprios da Prefeitura.

De acordo com o administrador do aeródromo, Jaison Fernando de Souza, todas as obras que envolvem a pista do aeroporto estão prontas, mas para que os voos noturnos possam iniciar é preciso que o sistema esteja configurado e que o farol esteja instalado. “Como o projeto era novo faltou um equipamento na antiga licitação que a gente não conseguiu ativar. Então fizemos uma nova licitação desse equipamento e a obra deve estar sendo concluída por março do ano que vem pois é um equipamento bem fácil de instalar. Depois disso vai precisar apenas da habilitação da Anac e aí poderemos expandir o horário”, justifica.

Jaison acredita que até o mês de março do próximo ano todas as obras devem ficar prontas pois segundo ele já existem empresas interessadas na licitação. “Tem empresas que trabalharam aqui que estão interessadas em participar da licitação, até a mesma que fez as obras do balizamento também está interessada em participar. O farol rotativo é uma luz que fica girando em cima do aeroporto a uns 15 metros de altura. Ele tem que ser ligado no sistema e assim que estiver ligado é só receber a autorização da Anac. O sistema já foi testado e está funcionando normalmente, por isso acreditamos que não demore”, comenta.

Até o momento os pequenos aviões podem pousar somente até o pôr do sol, já que não existe o balizamento e sinalização adequada. Com a finalização das obras os horários de pouso poderão ser expandidos em até 24 horas, o que deve resultar em melhorias para toda a região já que atualmente além de receber cerca de 80 voos de aviação civil por mês, o local também recebe outros voos relacionados a questões de saúde, como transporte de órgãos para transplante e transporte de pacientes de outras regiões.