Entre exemplares nacionais e internacionais catalogados, há itens da década de 1970 difíceis de encontrar

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

No município de Ituporanga, um colecionador guarda mais de 5 mil latas, um acervo que só aumenta há pelo menos 30 anos. Entre itens nacionais e internacionais, a coleção possui latas raras, como latas da década de 1970, um verdadeiro pedaço de história e cultura popular guardado em caixas. Para ele, a coleção representa memória e paixão, que contagiou não só a família, mas os amigos também.

Netto Paes é um ituporanguense apaixonado pela sua coleção. Ele conta que começou a guardar os primeiros exemplares na década de 1990, quando ainda era criança. “Juntei várias latas comemorativas, como das Olimpíadas de 1992 e tenho a maioria das latas que a Pepsi e Coca-Cola lançavam. As copas do mundo também tinham latas comemorativas, desde cerveja a refrigerantes e eu guardei. Tenho as de Natal da Coca-Cola ano a ano. Além disso, eu também recebi doações de latas, algumas repetidas, mas muitas novas, que eu ainda não tinha. Fui catalogando e aumentando a coleção”, comenta.

O colecionador destaca que a cada viagem feita em família, acaba comprando latas diferentes e que a família já o ajuda a aumentar a coleção. “Eu tenho juntado latas de viagens, enquanto minha esposa e filhos aproveitam os passeios, eu busco latinhas. Da última vez voltei com mais 53 latas diferentes. Hoje, a coleção deve ter perto das 5 ou 6 mil latas que estão guardadas em caixas por falta de espaço para expor, mas é minha paixão”, revela.

Netto explica que é difícil conseguir todas as latas porque são muitas, mas que está sempre em busca e quando a esposa, filhos e amigos encontram peças diferentes acabam presenteando. “Essa paixão já passou até para os filhos. Se eles veem latas diferentes trazem para mim, minha esposa já gosta também.”.

Entre os exemplares mais antigos da coleção estão as datadas da década de 1970, que são de ferro. “De latas antigas eu tenho ainda algumas latas que são de ferro, bem antigas, da Skol, Brahma , Coca Cola, Fanta, que são dos anos 70. Quando Michael Jackson esteve no Brasil teve uma promoção e foi uma edição limitada. Tem a Pepsi do Michael Jackson, muito difícil de conseguir e eu consegui. Tem também uma lata da Fanta da campanha do filme do Aladim, latas difíceis de conseguir e que eu tenho bem guardadinhas”, conta.

Questionado sobre o sentimento que o move a colecionar, ele fala sobre suas memórias e curiosidade. “Colecionar minhas latas é mais do que guardar objetos, é preservar memórias, histórias e beleza. Cada latinha carrega um significado especial, uma lembrança, seja pelo design, pelo que representa ou pela emoção de encontrar algo raro. Remete à lembranças, boas, lembro das latas caindo sempre que entrava uma corrente de ar no quarto, e do cuidado em organizar cada peça de novo. Essa paixão reflete minha identidade, alimenta minha curiosidade e me conecta a momentos únicos, tornando cada lata um pedaço da história. Essa paixão passa de geração em geração e espero que meus filhos continuem essa paixão que eu tenho pelas latinhas, para que a gente chegue a ter uma coleção com um número bem respeitado”, finaliza.

Ele ainda ressalta que está à disposição de outros colecionadores para conversas e trocas ou compras de latas.