Simone Klitzke é natural de Ibirama, mas foi criada em Rio do Sul. Começou a trabalhar na empresa em 2022 e depois de enfrentar muitos obstáculos é oficialmente motorista escolar.

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

A mulher conquista cada vez mais espaços na sociedade. Lugares que antes eram ocupados somente por homens estão sendo ocupados também por mulheres. Em uma empresa de transporte de Rio do Sul, a Ônibus Circular e Expresso Taioense, Simone Klitzke, de apenas 22 anos, foi promovida a motorista escolar e fala sobre o desejo de aprimorar seu trabalho e mostrar a capacidade das mulheres na direção de veículos maiores.

Natural de Ibirama, criada em Rio do Sul, Simone Klitzke começou a trabalhar na empresa em 2022, como monitora de transporte escolar. Logo ela foi promovida ao cargo de Office Girl realizando trabalhos externos. Agora, foi contratada oficialmente como motorista.

“Dirigir ônibus não era um sonho, mas uma vontade que surgiu no dia a dia da minha profissão. Eu queria ter a oportunidade de conseguir dirigir um ônibus e tive muito incentivo dos meus colegas de trabalho. A Kelen foi a primeira motorista da empresa, uma inspiração para mim. Ela mostrou que a gente pode, a gente tem capacidade. Então, surgiu esse desejo e comecei a providenciar a mudança da minha carteira para mostrar que eu queria começar a dirigir ônibus”, detalha.

Segundo a jovem, chegar ao cargo de motorista foi um processo desafiador, mas que com a ajuda e incentivo dos colegas de trabalho se tornou mais leve. “O processo foi de bastante batalha até chegar no cargo, porque é um desafio muito grande para quem é acostumado a dirigir carro, pegar um ônibus de 12,5 metros. Além disso, tive que mudar muito, porque profissional motorista não é só saber dirigir, tem que agir como tal, é muita responsabilidade. O Jandemir, motorista da empresa, me ajudou, me ensinou muita coisa. Então, foi uma batalha, mas deu tudo certo e faz um mês e meio que estou dirigindo na empresa. É um sentimento de gratidão, me sinto realizada, porque é algo que eu desejava muito”, revela.

Simone ainda comenta que em meio ao processo quebrou a perna e pensou que não conseguiria. “No ano passado eu quebrei a perna e achei que não poderia mais dirigir, mas graças a Deus eu consegui. Me sinto realizada, sinto orgulho por ter conseguido chegar até aqui”, ressalta.

Questionada sobre como a família e os amigos reagiram ao saber da nova profissão, ela disse que todos abraçaram suas vontades e ficaram felizes com a conquista. “Meu pai ficou muito orgulhoso. Minha família ficou surpresa, mas sentiram muito orgulho de mim. Minha filha também. Eles sempre me apoiaram, assim como os meus amigos. Agora pretendo ficar nesse cargo por mais tempo, vou focar em melhorar e aprimorar meu trabalho. Depois quero alterar minha carteira para poder dirigir carreta e trabalhar para adquirir minha casa, minhas coisas”, afirma.

Sobre ser uma mulher jovem ocupando um lugar normalmente ocupado por homens, Simone disse que as pessoas ficam impressionadas. “Uma mulher no volante, muita gente fica impressionada porque normalmente não se vê e é uma profissão que normalmente é ocupada por homens, sobretudo quando se trata de veículos grandes. É gratificante porque mostra que mulher também pode, também tem capacidade. Pode dirigir um carro ou pilotar um avião, ser mecânica. É uma vitória, sou muito grata a Deus”, finaliza.