Entre mais de 100 fumicultores entrevistados, 91% revelaram sintomas derivados da doença da folha verde do tabaco e pelo menos 19 % observaram sintomas da manipulação dos agrotóxicos.  

A utilização de agrotóxicos utilizados na produção de tabaco e a sua presença nos recursos hídricos do município de Chapadão do Lageado, no Alto Vale, em Santa Catarina foram objetos de estudo quatro professores da Universidade Regional de Blumenau, a FURB. De acordo com artigo publicado pela revista Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Paraná (UFPR), foi utilizado cromatografia líquida-espectrometria de massa em tandem para quantificar os resíduos de agrotóxicos nas amostras de água de rios e poços. Com esses dados, o objetivo é associar os resultados aos impactos na saúde da população.  

Segundo dados divulgados, a forma usada para manipular os pesticidas influenciam negativamente mesmo quando utilizados com medidas preventivas. Entre mais de 100 fumicultores entrevistados, 91% revelaram sintomas derivados da doença da folha verde do tabaco e pelo menos 19 % observaram sintomas da manipulação dos agrotóxicos.  

Um dado alarmante apresentado pelos estudantes, é o de que cerca de 40% das amostras de água de poço apresentaram resíduos de imidacloprida, sulfentrazona, tiametoxam e iprodiona. Nas amostras de água de rios, 70% apresentaram resíduos dos mesmos agrotóxicos citados acima e ainda, clomazone.  

O estudo chama a atenção para o fato de que a principal fonte de renda do município, cultivo do tabaco, pode ser uma ameaça a saúde humana e ao meio ambiente. Além disso, segundo estudo, é necessário que alguma política sobre abordagens e ferramentas para enfrentar essas situações se risco para a saúde pública seja implementada em lugares onde há cultivo de tabaco, uma vez que o Brasil é o segundo maior produtor dessa cultura.   

FONTE: Impactos da agricultura de tabaco na saúde humana e na poluição da água em Chapadão do Lageado, Santa Catarina, Brasil | Desenvolvimento e Meio Ambiente